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Seção 3 - Iniciação


O Iniciado Sabe

Um dos textos mais lindos do mundo esotérico, de autoria de Eliphas Levi e incluso em seu Dogma e Ritual de Alta Magia, Capítulo 9, A Iniciação, página 137, Editora Pensamento – Cultrix Ltda e citado por Madame Blavatsky, em A Doutrina Secreta V, Seção XXXI, A Finalidade dos Mistérios, página 271, Editora Pensamento – Cultrix Ltda. 

“Podeis vê-lo muitas vezes triste, nunca abatido ou desesperado; 

Muitas vezes pobre, nunca envilecido, nem miserável; 

Muitas vezes perseguido, nunca acovardado nem vencido. 

Porque ele se recorda da viuvez e do assassinato de Orfeu,

Do exílio e da morte solitária de Moisés, 

Do martírio dos Profetas, 

Das torturas de Apolônio, 

Da cruz do Salvador, 

Sabe em que estado de abandono morreu Agripa, cuja memória ainda hoje se calunia; 

Sabe que provações teve de sofrer o grande Paracelso, e 

Quanto suportou Raimundo Lula antes de ser-lhe infligida morte violenta.

Recorda-se de que Swedenborg teve que simular insanidade, e até perdeu a razão, antes que lhe fosse perdoada a sua ciência;

De que Saint Martin se viu obrigado a ocultar-se a vida toda;

De que Cagliostro morreu abandonado nas masmorras da Inquisição;

De que Cazotte subiu ao cadafalso. 

Sucessor de tantas vítimas, ele, o Iniciado, nada teme, mas compreende a necessidade de calar-se”.

Obs.: Para Blavatsky, Cagliostro não teve o fim que Eiphas Levi descreve.

Siga a Floração

Em Outubro de 2007, ele sonhou, e em seu sonho lhe disseram “siga a floração”.

Anotou a frase como de costume, pois a explicação de alguns que tais recados eram do subconsciente não lhe satisfazia, sendo que a tese que aceitava era de que tais frases vinham do seu Eu Interior ou de algum outro Ser, que tinha a capacidade de penetrar nos sonhos alheios e havia escolhido o caminho do Bem, da Paz e da Harmonia.

A frase soou familiar desde o princípio, mas não se lembrava de onde, até que revendo o livro Um Habitante de dois Planetas, que a Ordem Rosacruz, Amorc, publicou, encontrou no Livro II, Capítulo X, à página 390 do citado livro, a seguinte explicação:

“Ter visto tua alma em floração – é ter tido o vislumbre momentâneo daquela transfiguração que eventualmente fará de ti mais que um Homem”.

Mestre e Iniciação

“Os Mestres são certos grandes Seres, pertencentes à nossa raça, que completaram sua evolução humana e constituem a Fraternidade da Loja Branca, cujo objetivo é ativar e dirigir o desenvolvimento da raça” (verbete Mestre, Glossário Teosófico, Editora Ground). 

O Mestre é o verdadeiro Iniciador, conclusão que podemos extrair facilmente, do seguinte excerto de um Artigo de G. R. S. Mead.

“Na verdade diz-se que aquele que foi preparado e purificado, ou melhor, que se preparou e se libertou da ilusão mundana, despindo-se de qualquer opinião, não é tornado gnóstico aqui na Terra, por seres encarnados, mas que, liberado dos estorvos da carne, passa por outros ritos, interiores e de maior eficácia, nos quais o mistério é consumado na paz da perfeita harmonia, através da sempre renovada liturgia dos mais puros elementos da Natureza e com a sábia cooperação das oniscientes inteligências da Mente, do Grande iniciador.

Vendo assim que esta Iniciação, o verdadeiro começo consciente do novo nascimento, é uma coisa natural, dificilmente podemos acreditar que ela dependa de quaisquer ritos terrenos instituídos.

Quando o Discípulo está preparado, diz-se o Mestre aparece (na verdade Ele sempre esteve presente, embora o Discípulo não O reconhecesse). Quando o candidato está devidamente
preparado, pela autopurificação e a disciplina do autoconhecimento, o Iniciador aparece (na verdade sempre esteve presente, preparando a natureza receptiva, para nela plantar a semente do poder gnóstico)” (Artigo Iniciação, página 109/110, Algumas Reflexões Místicas, G. R. S. Mead, Ordem Rosacruz, Amorc).

Essa energização da natureza espiritual do homem, pode se manifestar à sua consciência de vigília ou de sonho, de muitas maneiras.

Noite Negra da Alma e a Própria Vida

A Noite Negra da Alma, período estéril na vida de todo místico, antes de alcançar a Iluminação ou a Consciência Cósmica, é de tal natureza, que às vezes pode avançar pela própria vida e ocupação do Estudante.

Embora já tenha criticado Evelyn Underhill, quando defende ou faz apologia de Mortificações, em seu livro Misticismo, que a Ordem Rosacruz, AMORC, publicou; não deixei de reconhecer que há muita coisa boa em seu livro. 

Isso é o que acontece, por exemplo, às páginas 614/628, mais precisamente no capítulo IX, da Segunda Parte de seu livro, que nos dá uma excelente visão, ao comentar passagens da Noite Negra de Heinrich Suso, que avançaram sobre a vida deste notável místico do século XIV. 

À página 619, vemos que após o contato com um Mestre, que Suso enfrentaria “a ruína de sua reputação”; de que seria “um objeto de desprezo para as pessoas”. 

À página 620, vemos que Suso sofreu de profunda depressão, tanto que “tinha a impressão de que uma montanha pesava sobre seu coração”. 

À página 624, vemos o sofrimento de Suso, que enfrentou as “mais sombrias e amargas provas da experiência humana”. 

À página 625 vemos que Ele foi alvo de mentiras e ardis, sendo denunciado caluniosamente por “uma mulher maldosa”, que “o acusou de ser o pai de seu filho” e “conseguiu destruir totalmente a sua reputação”.

Assim a Noite Negra não é apenas a falta de contato com os Mestres ou com o Eu interior, mas também se reveste do que, a meu ver, é uma purgação do Carma do Estudante, preparando-o ou de uma certa forma, fazendo-o merecedor de alcançar Consciência Cósmica.

Quando O Discípulo Está Pronto?

O discípulo está pronto quando:

Tiver elevado seu caráter, próximo ao nível esperado em termos de evolução, para aquela encarnação; Tiver despertado seus chakras ou “rodas de fogo”, para que o Mestre possa usar seu Corpo Astral. Quando necessário há uma ligeira purgação do Carma, antes do Mestre se dar a conhecer. 

Em uma Ordem Esotérica autêntica, o Estudante terá todas as ferramentas necessárias para se preparar. 

De resto, é Trabalhar e Confiar.

Primeira Iniciação

Tenhamos em mente a ideia de uma Cadeia Planetária, com seus sete planetas, sendo que sete Cadeias Planetárias formam um Esquema de Evolução. No Esquema de Evolução do qual o Planeta Terra faz parte, estamos na Quarta Cadeia Planetária e nesta, na Quarta Ronda.

Os objetivos de evolução a serem alcançados, diferem para cada Cadeia Planetária. Assim, para a Primeira Cadeia, é prevista a Primeira Iniciação; para a Segunda Cadeia, a Terceira
Iniciação; para a Terceira Cadeia, a Quarta Iniciação ou o Grau de Arhat e para a nossa, a Quarta Cadeia, a Quinta Iniciação ou o Grau de Adepto Asekha (Capítulo IX, páginas 62/63, O Sistema Solar, Arthur E. Powell, Teosofia, Editora Pensamento – Cultrix Ltda).

O Senhor do Mundo, representa o Logos Solar e tem controle sobre toda a evolução no Planeta. Escrevendo sobre ele, no aspecto referente à Iniciação, temos: “Também é conhecido como o Iniciador Único, embora, no caso da Primeira e da Segunda Iniciação lhe seja facultado delegar a outro Adepto a celebração da cerimônia em seu lugar; mas até então o Oficiante se volta e invoca o Senhor no momento crítico de conferir o Grau” (Capítulo XIX, páginas 123/124, O Sistema solar, Arthur E. Powell, Teosofia, Editora Pensamento - Cultrix Ltda). 

Muitos Estudantes e praticantes de esoterismo, independentemente da Escola a que pertençam, poderão conhecer a Primeira Iniciação nesta encarnação. Um bom indício de que se trata da Primeira Iniciação, embora não seja uma certeza, é de que ela foi ou será dada por um Mestre, um Ser que completou sua evolução como humano. 

Escrevendo sobre este tema, C. w. Leadbeater ensinou.

“Aquele que não é Iniciado (acresci a maiúscula), arrisca-se a ser abandonado por nossa vaga de evolução atual e rejeitado na seguinte (discordo; a opinião geral é de que prosseguirá
na Cadeia seguinte como humano) – Condenação eônea – (o nome já diz, por um êon ou período, acresço) da qual o Cristo falou, e que erradamente traduziram por: Condenação Eterna. Este destino nos conduz a um revés errôneo possível – revés para esta vaga de vida – por isso se diz que o homem que recebeu a Iniciação é um homem salvo”. 

“Entrou na corrente que, doravante, o conduz até ao Adeptado; entretanto, ainda lhe é possível, por sua maneira de agir, acelerar ou retardar sua marcha no caminho que percorre”. 

“A Primeira iniciação pode ser comparada à inscrição do estudante ao ser admitido em uma Universidade, e a promoção ao Adeptado corresponde a um diploma de conclusão de estudos. Continuando o paralelo, diremos que existem três exames intermediários que se chamam: a segunda, a terceira e a quarta Iniciações; a admissão ao Adeptado corresponde à quinta” (três últimos excertos do Capítulo VIII, páginas 94/95, Compêndio de Teosofia, C. W. Leadbeater, Teosofia, Editora Pensamento – Cultrix Ltda). 

Embora não tenha sido específico, não há como deixar de ver, nas seguintes palavras de Harvey Spencer Lewis, Primeiro Imperator da Ordem Rosacruz para este ciclo, uma alusão à Primeira Iniciação. 

“Portanto, a verdadeira preparação de que estamos falando tem o objetivo de admissão final, por Iniciação Cósmica,à Grande Fraternidade Branca simbólica, a fim de que nela o
Mestre se apresente ao estudante que esteja preparado, tome-o sob sua orientação pessoal e o conduza a desenvolvimento superior” (Como alcançar a Iluminação Psíquica, Iniciação Cósmica, página 162, Manual Rosacruz, Amorc, 7ª Edição, 1981). 

Reflita sobre a importância da Primeira Iniciação. 

“Também se pode considerar a Quarta Iniciação como um estágio intermediário, pois se diz que entre a primeira e a quarta Iniciação transcorrem ordinariamente sete vidas, e outras sete entre a quarta e a quinta (a de Mestre ou Adepto Asekha, acresço). Mas este número pode aumentar ou diminuir, segundo eu disse antes, e o período de tempo efetivamente
empregado na maioria dos casos não é muito longo, pois as vidas se sucedem uma à outra sem intervalos no mundo celeste (Devachan, acresço)” (As Iniciações Superiores, página 197, Os Mestres e a Senda, c. W. Leadbeater, Teosofia, Editora Pensamento - Cultrix Ltda). 

“Noviciado, Aceitação e Filiação representam o relacionamento  do discípulo com seu próprio Mestre. As Iniciações, por outro lado, são indícios da relação do homem com a Grande Fraternidade Branca e com seu augusto Chefe” (Capítulo Iniciação, página 220/221, O Corpo Causal e o Ego, Arthur E. Powell, Teosofia, Editora Pensamento – Cultrix Ltda). 

A Importância de ser Iniciado

Alguns se perguntarão: mas e a Iniciação em uma Loja, não é importante? Ao que respondo, elas são muito importantes, mas não são um fim em si mesmas; elas são um meio para se atingir um fim, que é a Iniciação Psíquica conduzida por um Mestre, a chamada Primeira Iniciação, depois da qual se pode ser chamado de Iniciado. Ressalto que a Primeira Iniciação será conduzida por um Mestre, um Ser que completou sua evolução no Plano Físico. 

Não existe Inferno ou condenação eterna, o que existe são os chamados “Dias do Juízo”, onde os mais aptos para evoluir, são separados daqueles que não conseguirão evoluir ao mesmo ritmo que eles, que prosseguirão sua evolução em uma situação adequada ao seu nível evolutivo. 

Trataremos neste Artigo, do “Dia do Juízo” de uma Cadeia Planetária, no caso a nossa. Uma Cadeia Planetária é constituída por Sete Planetas. A chamada Ronda é a passagem da Onda de Vida, uma vez por cada Planeta. Em uma Cadeia temos sete Rondas. Finalmente em cada planeta se desenvolvem sete Raças-Raízes. Estamos atualmente em nossa Cadeia, na Quarta Ronda, no Globo D, a Terra, e na Quinta Raça-Raíz deste Globo. O “Dia do Juízo” ao qual nos referimos, ocorrerá na Quinta Ronda (a próxima), no mesmo Globo D e na metade da Quarta Raça-Raíz. 

Após este Dia do Juízo ainda restarão para completar a Cadeia, o restante do Globo D, mais três planetas da Quinta Ronda e catorze planetas das Sexta e Sétima Rondas, totalizando 17 planetas onde a evolução ainda ocorrerá em nossa Cadeia. 

Pois bem, qual fato extremamente importante ocorrerá neste Dia do Juízo?

Aqueles que não forem Iniciados, serão deixados para trás e prosseguirão sua evolução somente na próxima Cadeia Planetária; isto é o que Leadbeater chama de Condenação Eônica (veja o Artigo “Primeira Iniciação”). 

Que tipo de humanidade restará no Planeta Terra e nos demais Planetas da Cadeia, até o seu término?

Apenas Seres abençoados permanecerão para prosseguir sua evolução em paz.

Quais Seres? 

Os Iniciados que alcançaram a Primeira, Segunda ou Terceira Iniciações; os Arhat (Quarta Iniciação); os Mestres ou Adeptos Asekha (Quinta Iniciação); os Chohan (Sexta Iniciação); os Manu, Bodhisattva e Mahachohan (Sétima Iniciação); os Budas e os Pratyeka Buda (Oitava Iniciação) e finalmente, o chamado Senhor do Mundo, um Ser que rege toda a evolução no Planeta e alcançou a Nona Iniciação (veja os Capítulos VII, XII e XIII, de Os Mestres e a Senda, C. W. Leadbeater, Teosofia). Da Quinta Iniciação em diante, aqueles que permanecerem no Plano Físico, o farão em missão e por amor à humanidade. 

Como será a vida no Planeta, então? 

Não sou vidente, mas posso imaginá-la. Os Mestres e os Devas serão os Sacerdotes. Não haverá fome, frio, miséria ou guerra. O nível de vida e de saúde se elevará e muito. Quase não haverá crimes, pois os desentendimentos, se existirem, estarão focalizados no relacionamento homem-mulher. A tecnologia que existirá, será uma forma de ciência unida às habilidades psíquicas de cada ser humano e, o mais importante, não haverá motivos para se ter medo. 

Daí a importância de se percorrer a Senda e esperarmos pela Primeira Iniciação, pela benção do Mestre, pelo Novo Nome e pelo ingresso na Grande Fraternidade Branca. 

Nos encontramos lá!

Bibliografia.

- Os Dias do Juízo, O Sistema Solar, Arthur E. Powell,Teosofia, Editora Pensamento – Cultrix Ltda. 

- Capítulos VII, XII e XIII, Os Mestres e a Senda, C. W. Leadbeater, Teosofia, Editora Pensamento – Cultrix Ltda. 

- Capítulo VIII, páginas 94/95, Compêndio de Teosofia, C. W. Leadbeater, Teosofia, Editora Pensamento - Cultrix Ltda.

Como Tornar-se um Iniciado

Iniciado é aquele que alcançou a Primeira Iniciação, em uma cerimônia normalmente psíquica, devidamente conduzida por um Mestre, um Ser que completou sua evolução no Plano Físico.

Considerando-se que isto está além dos rituais conduzidos por homens, há de perguntar-se então, como tornar-se um Iniciado? 

Muitos já tentaram responder a esta pergunta, e se perderam nos labirintos da erudição, sem irem direto ao ponto, o que pretendemos fazer neste Artigo. 

O caminho para a Iniciação, no Ocidente, são as tradicionais Ordens Esotéricas que ali existem, e que funcionam sob a supervisão dos Mestres. 

Ordens como a Teosofia, a Antroposofia, e a Fraternidade Rosacruz, apenas para citar aquelas nas quais tive um breve contato com seus ensinamentos, são celeiros de verdades místicas,   espera do buscador sincero. Falta-lhes, em minha opinião, uma metodologia de desenvolvimento psíquico, necessária para o despertar dos chakras, que os preparará para a Iniciação. 

Nesse mister, a Ordem Rosacruz, Amorc, que conheço de perto desde 1982, é mais completa. Seus exercícios místicos, chamados de “Experimentos”, preparam o Estudante para a Iniciação. Tem ainda como vantagem ou talvez necessidade para nós Ocidentais, o fato de não usar a Kundalini, e sim a Força Vital ou Prana. 

Não quero aqui afirmar, que somente trilhando uma Ordem Esotérica o Estudante será Iniciado. Outros caminhos, como o das próprias religiões ortodoxas, também poderão levá-lo a este objetivo. Apenas não posso deixar de reconhecer, que o caminho apontado pelas Ordens Esotéricas, é o mais curto e o mais célere para se alcançar a Iniciação. 

O exposto acima se refere, digamos, à parte técnica da Iniciação, que é o despertar dos chakras; mas há também a parte espiritual da mesma, que é a elevação do caráter, pelo menos ao nível esperado para aquela encarnação. Unidas, ambas as condições, levarão o Estudante à Primeira Iniciação.

Este Artigo completa a série de três textos sobre a Primeira Iniciação.

A Estrela da Iniciação

Presente em todas as Iniciações que conduzem à Grande Fraternidade Branca, a Luz mais clara que o Sol do Meio-Dia, que normalmente se condensa, torna-se menor e envolve o Iniciado, é um grande mistério. 

“Que” ou “Quem” é o responsável por esta Luz? 

Encontrei duas opiniões sobre este tema.

A primeira é a de Max Heindel.

“Por tal motivo, os discípulos preparados para a Iniciação eram, pelas mãos dos Hierofantes dos Mistérios e por meio de cerimônias que se realizavam no Templo, elevados a um estado de exaltação no qual transcendiam as condições físicas. À sua visão espiritual, a Terra tornava-se transparente. Então eles viam o Sol da Meia-Noite: - a Estrela! Não era, porém, o Sol físico aquilo que viam com os seus olhos espirituais, mas o Espirito do Sol – o Cristo – seu Salvador Espiritual, assim como o sol físico era seu Salvador Físico” (Cristo e sua missão, página 347, Conceito Rosacruz do Cosmos, Max  Heindel, Fraternidade Rosacruz).

A segunda é a de C. W. Leadbeater. 

Em cada Planeta do Sistema Solar, existe um dirigente de sua evolução, que Leadbeater chamou de “Senhor do Mundo” e que é o Chefe da Grande Fraternidade Branca. 

“Em cada Planeta tem o Logos Solar o seu representante, atuando como seu Vice-Rei. Em nosso globo se dá a este grande Oficial o título de o Senhor do Mundo. Ele é o chefe da  Fraternidade”. 

“Em todo o mundo há apenas um Iniciador, com faculdades para delegar sua autoridade a um Adepto (Mestre, acresço) quando se trata das Primeira e Segunda Iniciações, ainda que mesmo então aquele Oficiante se volte e invoque o Senhor no momento crítico de conferir o grau” (dois últimos excertos retirados do Capítulo VII, página 159 e 160, Os Mestres e a Senda, C. W. Leadbeater, Teosofia, Editora Pensamento – Cultrix Ltda). 

Escrevendo especificamente sobre a Luz ou a Estrela da Iniciação, Leadbeater ensina. 

“Contudo, para nós a Estrela (acresci a maiúscula) tem um significado simbólico e nos recorda a Estrela da Iniciação, que aparece como sinal de que o Senhor do Mundo aquiesce
e aprova o ingresso de um novo candidato da potente e sempiterna Fraternidade” (Capítulo VIII, página 210, A Vida Oculta na Maçonaria, C. W. Leadbeater, Teosofia, Editora Pensamento – Cultrix Ltda). 

Esta Iniciação está entre os objetivos de todas as Ordens Esotéricas, como por exemplo, o que ensina a Ordem Rosacruz – AMORC, no verbete abaixo.

“A Ordem Rosacruz tem como propósito fazer do Estudante um verdadeiro Iniciado e assim introduzi-lo na Grande Fraternidade Branca” (verbete Iniciado Rosacruz, Glossário de Termos e Conceitos da Tradição Rosacruz da Amorc). 

Como diz com precisão, Christian Bernard, Imperator da AMORC, a respeito dessa excelsa e maravilhosa experiência. 

“Quando usamos o termo Iniciação (acresci a maiúscula) nos ensinamentos rosacruzes, na maioria das vezes é para designar a experiência excepcional que cada místico espera viver
um dia na Senda (acresci a maiúscula) do Conhecimento” (verbete Iniciação Rosacruz, Glossário de Termos e Conceitos da Tradição Rosacruz da Amorc).

A Estrela da Iniciação – II

A Iniciação Psíquica tem um padrão. Esse padrão é a presença de Luz, do Pássaro, da Benção acompanhada do Novo Nome e do Iniciador, que no caso do Estudante deverá ser um Mestre.

Todo o estudo esotérico, toda a prática de exercícios místicos, tem como um dos objetivos, preparar o Estudante para essa Iniciação. Os temas abordados e a metodologia das práticas místicas diferem entre as Ordens, mas em essência elas concordam: a Estrela da Iniciação espera o Estudante dedicado. 

O exemplo de Iniciação para o Ocidente foi dado por Jesus, o Cristo; tanto em sua Iniciação pública (Marcos 1, 9-11; Lucas 3, 21-22), como na Iniciação que teria sido conduzida no interior da pirâmide de Quéops. Essas duas Iniciações foram descritas por Harvey Spencer Lewis, em A Vida Mística de Jesus, e são dele os excertos abaixo. 

Iniciemos pela Iniciação no interior da pirâmide. Foi nessa Iniciação, que segundo Harvey S. Lewis, José recebeu o nome de Jesus. 

“Por mais de uma hora decorreu a cerimônia, culminando  em um período de silêncio e meditação, com José ajoelhado diante do altar. Então uma grande luz se fez na câmara, que até então só estava iluminada por velas e três tochas. Uma pomba branca desceu na luz e pousou na cabeça de José; o Hierofante se pôs de pé e várias sinetas começaram a soar nas câmaras inferiores, anunciando ao mundo o grande acontecimento. Uma figura etérea que apareceu atrás do Hierofante como um ser angélico ordenou a José que se levantasse e
proclamou: Este é Jesus, o Cristo; levanta-te!” (Capítulo 12, página 192, A Vida Mística de Jesus, Harvey S. Lewis, Ordem Rosacruz, AMORC). 

Agora revivamos a Iniciação de Jesus, durante o batismo no rio Jordão. 

“Jesus, como dizíamos, entrou na água e nela emergiu Seu corpo, enquanto João lhe dava uma humilde benção. Assim que Jesus se colocou em posição ereta, e antes que João
pudesse falar, uma grande luz desceu do céu e O envolveu, permanecendo com Ele, como uma magnifica, ofuscante aura de iluminação iridescente. João deu um passo para trás, mais
por temor do brilho da luz que por espanto, e a multidão ficou estática, calada e fascinada pela visão que estava diante de seus olhos. Então desceu do céu uma grande e luminosa pomba branca, como se fosse de prata líquida, magnifica como a luz espiritual que envolvia o corpo do Cristo. A pomba pousou no ombro de Jesus, e enquanto os presentes continuavam silenciosos e imóveis, ouviu-se uma voz, melodiosa, porém poderosa como uma trombeta, proclamando: Este é o meu Filho muito amado” (Capítulo 13, páginas 202/203, A Vida Mística de Jesus, Harvey S. Lewis, Ordem Rosacruz, AMORC). 

Apesar de uma experiência semelhante a esta, aguardar o Estudante dedicado, existem vários níveis de Iniciação, e o Estudante ainda que Iniciado, não será um Mestre ou um Rosacruz; entretanto, após a Iniciação, além desta assinalar seu ingresso na Grande Fraternidade Branca, terá colocado os pés na Senda, que o conduzirá um dia à esperada Maestria.

A RAZÃO DAS INICIAÇÕES

Iniciações! Toda Ordem Iniciática as tem. As Ordens que se abrigam sob as denominações Rosacruz, Martinista ou Maçônica, marcam a entrada em cada um de seus Graus, com belíssimas cerimônias em Templo. Ainda assim, são apenas Iniciações ou dramatizações exotéricas. Essas cerimônias tem seu valor, preparando o Estudante para aquilo que irá aprender naquele Grau, mas não são a Iniciação Psíquica ou a admissão à Grande Fraternidade Branca, que devido à energia que o Cristo trouxe ao Planeta, ficou imensamente facilitada. 

Hoje, ou seja, após o advento do Cristo, a admissão à Grande Fraternidade Branca ou a Primeira Iniciação, é possível sem a exigência do cumprimento dos Dez Mandamentos (Êxodo 20). Como é uma experiência psíquica, ela pode dar-se naquilo que para o Estudante é um sonho. 

Essa Iniciação será uma experiência mística maravilhosa e deverá conter: a presença da Luz Indescritível, mais clara que o sol do meio-dia (Atos 26,13), que se condensará e se transformará no Pássaro (um falcão) anunciador da presença do Mestre (Elohim, Anjo ou Dhyan-Chohan), que dará ao então Iniciado, o Novo Nome e a Benção, cumprindo Apocalipse 2, 17.

Alguns dos que alcançaram esta Iniciação a descreveram. Plotino o fez no Tratado “Sobre a descida da alma nos corpos” (Tratados das Enéadas, Plotino, Polar Editorial, São Paulo, 2007). Agostinho o fez, no Livro VII, item 10, de sua Confissões. São João da Cruz a eternizou no Poema Noite Escura, que foi musicado em espanhol e pode ser encontrado na Internet. Neste Poema ele diz: “Essa luz me guiava, com mais clareza que a do meio-dia”. E poderíamos seguir exemplificando, mas nos contentaremos em dizer que livros como
“Consciência Cósmica”, de Richard Maurice Bucke e “Misticismo”, de Evelyn Underhill; ambos publicados no Brasil pela Ordem Rosacruz, AMORC, são fartos nas descrições dessa experiência. 

Todo o acima exposto é apenas para perguntar, por que Paulo, um dos maiores que alcançaram esta Iniciação, não descreveu a sua? Por que foi necessário que Lucas, talvez por volta dos anos 80 o fizesse, só que apenas em seu aspecto exterior (quanto à data, veja Introdução, Atos dos Apóstolos, Bíblia de Jerusalém, Editora Paulus), que consta em Atos 9; Atos 22 e especialmente em Atos 26, 13? O que Paulo sentiu, o que realmente viu, que nível de energia recebeu; isto não consta da Bíblia. Será que Paulo realmente não escreveu sobre detalhes de sua Iniciação? Acredito que não. 

Chegamos então ao seguinte. A Iniciação Psíquica existe e muitos, com diferentes modos de preparação já passaram por ela; entretanto, resta a pergunta: qual a razão desta Iniciação, ou seja, por que temos no meio esotérico esta Iniciação, por que ela é necessária e por que Iniciações dessa natureza marcam a evolução do Estudante, até alcançar a Quinta e ser declarado um Mestre? Não poderíamos estudar e praticar, ou simplesmente orar, e evoluirmos sem a necessidade das Iniciações Psíquicas? Elas teriam então uma  inalidade? Seriam efetivamente necessárias? 

Respondendo afirmativamente a esta questão, podemos adiantar que a finalidade da Iniciação Psíquica é transferir neste ato ao Estudante, um certo nível de energia e um determinado
conhecimento, que não poderiam ser transmitidos de uma outra maneira. 

Apesar da Primeira Iniciação ser vivenciada no corpo etérico do Estudante, seus efeitos alcançam todos os corpos (físico, astral, mental e causal; usando os termos da Teosofia). Justamente sobre seu efeito no corpo astral, encontramos uma chave dada por Rudolf Steiner, que não apenas explica, mas justifica a razão e a necessidade das Iniciações. O corpo astral, quando preparado, apreende os ensinamentos por etapas definidas. Algo que é ensinado ou apreendido, o é globalmente, ou seja, “em pacotes”, no linguajar coloquial de hoje. 

Com efeito, assim ensina Steiner. “Os Senhores sabem que o Corpo Astral plasma as qualidades disponíveis em ocasiões únicas, ou seja: entende-se algo de uma vez para sempre”
(Rudolf Steiner, Jesus de Nazaré e o advento do Cristo, O Evangelho Segundo João, página 46, Editora Antroposófica, São Paulo, 2007). 

Podemos imaginar o quanto é dado ao Estudante em cada Iniciação Psíquica, em energia e conhecimento, ao lembrarmos que o efeito de cada Iniciação é exponencial, ou seja, é potência de potência. Assim, matematicamente teríamos os efeitos 2, 4, 16, 256 e 65.536; da Primeira à Quinta Iniciação, ou a Maestria. Dizendo de outro modo, as Iniciações seriam
representadas por 2, dois ao quadrado, dois a quarta, dois a oitava, dois a 16, dois a 32, etc. Para se ter uma ideia da evolução, a Sexta Iniciação ou a de Chohan (seria o Arcanjo de
Dionísio), é simbolizada por dois a 32, ou 4.294.967.296 (veja a respeito Arthur E. Powell, As metas das nossas sete Cadeias, O Sistema Solar, páginas 62/63, Editora Pensamento-Cultrix Ltda, São Paulo, 2013). 

Reflitamos sobre a sacralidade inerente a uma Iniciação Psíquica e à admissão à Grande Fraternidade Branca. 

Por isto, os convido: “O Sol dos Rosacruzes aguarda todos nós”.

UM ARAUTO DO BATISMO COM FOGO

“Ele vos batizará com o Espírito Santo e com o Fogo” (Lucas 3, 16 e Mateus 3, 11). Esta é a promessa de João Batista, esclarecendo o motivo real da missão do Cristo.

Que é o “Batismo com Fogo e com o Espírito Santo”? Quem pode ministrar este Batismo? 

O “Batismo com Fogo” é aquilo que chamamos de Primeira Iniciação ou a admissão, como Iniciado, à Grande  Fraternidade Branca. Este Batismo terá a presença da Luz Indescritível (o fogo), que se condensará em um círculo, do qual surgirá o Pássaro (símbolo do Espírito Santo), que pousará no ombro do Iniciado e anunciará a presença do Mestre (Elohim, Anjo ou Dhyan-Chohan), aquele que tem o poder de batizar. O Mestre dará ao então Iniciado, o Novo Nome e uma Benção, cumprindo Apocalipse 2, 17. 

Coloco-me assim como arauto deste Batismo, pois o mesmo ainda não foi descrito, como agora o faço. 

O caminho que trilhei para chegar a este Batismo foi o da Ordem Rosacruz, AMORC; entretanto, é sabido que muitos caminhos conduzem a ele, como o das religiões ortodoxas ou o de outras Ordens Esotéricas. 

Esta é a razão da missão do Cristo, ou seja, possibilitar que sejamos “batizados com o Espírito Santo e com Fogo”, sem ainda cumprirmos os Dez Mandamentos (Êxodo 20).

Quanto a um “possível perdão dos pecados” ou a “anulação de nosso carma”; isto, infelizmente é um engano, um dogma falacioso, e ostenta um poder que de fato não se possui. 

Esta Iniciação é uma experiência de Consciência Cósmica, com alguns atributos a mais além da “Luz”, que faz de quem participa dela, um Iniciado à Grande Fraternidade Branca.

Nos antigos Mistérios – de Elêusis, de Orfeu e outros – o Hierofante conduzia o futuro Iniciado à visão do “sol da meia-noite” – o lugar de esplendor - após a bebida do “Kykeon” (Helena P. Blavatsky, verbetes Soma-bebida e Mistérios de Elêusis, Glossário Teosófico, páginas 377 e 647/648, Editora Ground, São Paulo, 2000). 

Hoje, ou seja, após o advento do Cristo, isto não se faz mais necessário, estando “a Iniciação aberta para todos” e a preparação do corpo etérico ou vital, pode se dar mediante a realização de “exercícios” esotéricos (Max Heindel, Capítulo XVII, Conceito Rosacruz do Cosmos, páginas 424/426, Fraternidade Rosacruz, São Paulo). 

O efeito da Iniciação no Estudante, ou a transferência de conhecimento e poder neste ato, é exponencial, ou seja, é potência de potência. Assim, a Primeira Iniciação é simbolizada pelo número 2; a Segunda, por dois ao quadrado; a Terceira, por dois a quarta; a Quarta, por dois elevado a 8, ou 256; a Quinta, que é o Grau de Mestre ou Anjo, por 2 elevado a 16 ou 65.536. 

Da Sexta Iniciação em diante, a de Chohan ou Arcanjo, os números se tornam majestosos. A Sexta é simbolizada por 2 elevado a 32, ou 4.294.967.296. A Sétima, a de Manu, odhisattva ou Principado, é simbolizada por 2 elevado a 64; eassim por diante (veja Arthur E. Powell, As metas das nossas sete Cadeias, O Sistema Solar, páginas 62/63, Editora Pensamento-Cultrix, São Paulo, 2013). Acredito ter alcançado a Primeira Iniciação. 

“Pois àquele que tem,

lhe será dado

e lhe será dado em abundância,

mas ao que não tem,

mesmo o que tem

lhe será tirado” (Mateus 13, verso 12; Bíblia de Jerusalém).

“Àquele que tem” – que alcançou a Primeira Iniciação – “lhe será dado” e “lhe será dado em abundância”; ou seja, o poder e o conhecimento que são transmitidos em cada nova Iniciação, de forma exponencial, como vimos acima. 

“Mas ao que não tem” – ao que ainda não é Iniciado – “mesmo o que tem”, – a consciência objetiva, os cinco sentidos, a razão - “lhe será tirado”. 

A consciência objetiva não será tirada totalmente, mas apenas suspensa, no ponto médio da próxima Ronda, ou seja, na metade da Quarta Raça, do globo D de nossa Cadeia  Planetária, a Terra; na Quinta Ronda. Os que não forem Iniciados ficarão para trás e prosseguirão sua evolução apenas na Cadeia Planetária seguinte. 

Daí a necessidade da missão do Cristo e o facilitar da Iniciação, a aqueles que ainda não cumprem os Dez Mandamentos (veja Arthur E. Powell, Os Dias do Juízo, O Sistema Solar, páginas 82/86, Editora Pensamento-Cultrix, São Paulo, 2013).

Por isto, os convido: “O Sol dos Rosacruzes aguarda todos nós”.

PRIMEIRA INICIAÇÃO – A SALVAÇÃO

“Deus (um elevado Elohim; o Logos da estrela Sol –acresço) é Luz e nele não há treva alguma” (1 Jo 1, 5).

“O único que possui a imortalidade,

que habita uma luz inacessível,

que nenhum homem viu, nem pode ver” (1 Tm 6, 16).

“Tudo me foi entregue por meu Pai (o Logos solar; acresço),

e ninguém conhece o Filho senão o Pai,

e ninguém conhece o Pai senão o Filho,

e aquele a quem o Filho o quiser revelar” (Mt 11, 27).

Elohim (Anjo, Mestre ou Dhyan-Chohan; um Ser da Sagrada Hierarquia Celestial de Dionísio, que mantém e administra o universo) é Luz, então como pode ser a revelação do Logos Solar (o Pai), pelo Filho (o Cristo), a quem alcançar o nível para receber essa revelação? 

Essa revelação só pode dar-se através da visão da Luz, sendo exatamente este o objeto da Primeira Iniciação, ou seja, a visão da Luz Indescritível.

Na Primeira Iniciação, que simboliza a admissão à Grande Fraternidade Branca, o Iniciado é conduzido por um Elohim à visão da Luz, mais clara que o sol do meio-dia (Atos 26, 13), da  qual não existem palavras ou pinturas que possam descrevê-la.

Dessa Luz surgirá o Pássaro anunciador da presença do Elohim, que dará ao então Iniciado, o Novo Nome e a Benção, cumprindo Apocalipse 2, 17.

Esta é a verdadeira missão do Cristo, possibilitar que sejamos Iniciados, ou seja, que vejamos a Luz que representa o Logos da estrela, no nosso caso, o Logos Solar – o verdadeiro Pai de seu Sistema Estelar – sem cumprirmos os Dez Mandamentos (Êxodo 20). 

A despeito disso, nosso Carma pessoal persiste e teremos de nos haver com ele, pois dos Elohim não se zomba (Gl 6, 7). Resumindo, o Cristo não nos tornou inimputáveis, como pensam alguns. 

Só se salvará quem ver a Luz, os demais serão condenados por um éon – até o final de nossa Cadeia Planetária – terão temporariamente a consciência suspensa e só prosseguirão sua evolução na próxima Cadeia Planetária, em condições totalmente diferentes das atuais, que para eles será uma dificuldade a enfrentar, pois perderam sua Onda de Vida apropriada. 

Essa separação se dará quando nossa Onda de Vida passar novamente por este Planeta, na metade da próxima Ronda, a Quinta de nossa Cadeia Planetária (veja Os Dias do Juízo, O Sistema Solar, Arthur E. Powell, São Paulo, Editora Pensamento-Cultrix, 2013).

É a graça que o Cristo trouxe, que nos permitirá ver a Luz como Paulo viu (Atos 9, 1-9; Atos 22, 5-9 e especialmente Atos 26, 13), ainda que não mereçamos isto. “E se é por graça, não é pelas obras” (Rm 11, 6). “Pela graça sois salvos” (Ef 2, 8). 

O Cristo abriu um portal para o Planeta. A energia do Cristo é o azeite para as nossas lâmpadas, ou seja, para os nossos chakras (Mateus 25, 1-13). Resta-nos usar esta energia, despertar nossos chakras e prepararmo-nos para a Primeira Iniciação, a visão da Luz Indescritível. 

A oração não egoísta leva a isto, bem como, os exercícios místicos propostos pelas Ordens Esotéricas.

Entendo, como Richard Maurice Bucke, no capítulo que trata de Paulo, em seu livro “Consciência Cósmica”, que o “homem em Cristo que, há catorze anos, foi arrebatado ao terceiro céu – se em seu corpo, não sei, se fora do corpo, não sei; Deus (Elohim; acresço) o sabe” (2 Cor 12, 1-6), é o próprio Paulo. 

Paulo, no já citado 1 Tm 6, 16; afirma que Deus (Elohim) “habita uma Luz inacessível”, “que nenhum homem viu, nem pode ver”. Como Paulo poderia saber disto, se não tivesse a experiência de ver essa Luz? 

Paulo era um militar judeu que integrava o Sinédrio, o governo teocrata de Israel à época. Ele não apenas prendia cristãos, mas participava diretamente de suas mortes, com o seu voto (Atos 22, 3-5 e Atos 26, 9-11); entretanto, Paulo era um homem honrado. 

Assim, a honra é um bem inestimável, um grande fator para o advento da Primeira Iniciação, e não necessariamente a vida em si mesma. A honra é o único bem de um homem. Paulo fazia o que cria ser certo, só mudando sua posição após a visão da Luz e da sabedoria que ela traz consigo (Atos 26, 13). 

Nenhum de nós se salvaria, ou seja, veria o que chamei de “O Sol dos Rosacruzes”, sem a missão do Cristo. Por isto, os convido: “O Sol dos Rosacruzes aguarda todos nós”. 

PREDESTINAÇÃO – UM ENGANO DE PAULO

Em uma petição jurídica, falaríamos de Preliminares, mas aqui, aduzimos premissas que se somam ao texto, com o objetivo de fixar seus limites e seu âmbito de aplicação. 

Não vou neste texto tecer armas com os defensores da doutrina da Predestinação, mas apenas expor minha visão do tema. 

Todos os pensamentos expostos neste Artigo, desde que não citadas as fontes, são meus; mesmo que venham entre aspas. 

Quando me refiro a “Deus”, faço menção ao Logos da estrela Sol, fonte da vida e da consciência em todo o seu Sistema. 

Todo ser parte da inconsciência para a consciência absoluta, a atingida pelos Logos das estrelas. Todo ser está destinado a ser um “deus” ou um Elohim (Mestre, Anjo ou Dhyan-Chohan), um integrante da Hierarquia Celeste. Potencialmente todos somos deuses (Elohim. Salmos 82, 6). 

Caso exista um “deus anterior ao cósmico”, deve ser procurado antes da mais elevada dimensão – o universo tem 144 dimensões para mim. Sobre “deus”, veja dois Tratados do Mestre Kut Hu Mi, em Cartas dos Mahatmas para A. P. Sinnett, Volume II, Cartas 88 e 90, Brasília, Teosófica, 2001. Estamos apenas na Primeira Dimensão. 

“Aqueles que se perdem, o fazem por seu próprio desiderato”. 

“Não há eleitos senão os que se elegem”. 

Os textos bíblicos citados são da Bíblia de Jerusalém.

A chamada “graça” (Rm 11, 6; Ef 2, 8) é a energia que o Cristo trouxe ao Planeta, entretanto, devemos usá-la para despertar nossos chakras e prepararmo-nos para o advento da
Primeira Iniciação, que chamei de “O Sol dos Rosacruzes”. A Salvação só é alcançada com a Primeira Iniciação. A Santidade é alcançada com a Maestria ou a Quinta Iniciação; ou seja, a quinta visão da Luz pela mesma pessoa. 

Todos estamos destinados a ver a Luz que Paulo viu (Atos 9, 1-9; Atos 22, 5-9 e especialmente Atos 26, 13). Esta Luz foi vista por Agostinho (Confissões, Livro VII, Capítulo 10) e por São João da Cruz, que deixou sobre ela o poema “Noite Escura”. Somente se salvarão os que virem a Luz. Isto pode dar-se nesta encarnação ou em uma encarnação futura. 

A doutrina da Predestinação é fartamente explorada por Paulo. De suas cartas citaremos apenas alguns versos. 

É possível que o Logos da estrela tenha ciência do futuro de cada ser que surge em sua estrela, mas isto não significa que deseje a boa ou a má evolução de seus filhos, pois isto implicaria em uma escolha sua e na inexistência do livrearbítrio humano. 

Parafraseando Mateus 22, 14; diríamos:

“Todos são chamados,

poucos os escolhidos,

e dentre os escolhidos,

poucos os que são verdadeiramente eleitos”.

“Se todos somos predestinados,

não há que falar-se em predestinação de alguns,

como se Deus fizesse acepção em relação a seus filhos (Rm 2, 11).

Se existem predestinados,

estamos diante de um Deus injusto,

que criou alguns para as trevas,

e outros para a luz,

um sádico,

a divertir-se com a dor”.

Fixados os alicerces, e tendo-os como parte do texto, pois são seus fundamentos, vamos à tese em si.

Paulo, ao longo das catorze cartas a ele atribuídas, que integram a Bíblia, defendeu a doutrina da Predestinação. Cremos que os cinco versos abaixo, são suficientes para demonstrar
sua posição sobre o tema. 

“Porque os que de antemão ele conheceu,

esses também predestinou

a serem conformes

à imagem do seu Filho,

a fim de ser ele

o primogênito entre muitos irmãos” (Rm 8, 29).

“E os que predestinou,

também os chamou;

e os que chamou,

também os justificou,

e os que justificou,

também os glorificou” (Rm 8, 30).

“Ensinamos a sabedoria de Deus,

misteriosa e oculta,

que Deus,

antes dos séculos,

de antemão destinou para a nossa glória” (1 Cor 2, 7).

“Ele nos predestinou para sermos

seus filhos adotivos por Jesus Cristo,

conforme o benepláci

toda sua vontade” (Ef 1, 5).

“Nele, predestinados pelo propósito

daquele que tudo opera

segundo o conselho da sua vontade,

fomos feitos sua herança” (Ef 1, 11).

O “Sábio Agostinho” (Segundo Diálogo, Conde de Gabalis, Abade Nicolas de Villars, Rio de Janeiro, Theano Editora) fez uma sólida defesa da doutrina da Predestinação (veja Bibliografia ao final), baseada nas Cartas de Paulo e não errou nos belos silogismos que montou tratando deste tema. 

Se Agostinho não errou em suas deduções, quem se equivocou então? 

O equivoco é do próprio Paulo. Paulo perseguia os cristãos,  os torturava e participava de suas condenações (Atos 22, 3-5 e Atos 26, 9-11). Assim, diante disso, foi fácil para ele julgar-se um Escolhido ou um Predestinado. Entretanto, Paulo tinha o principal para ser Iniciado, era um homem honrado e mesmo não sabendo, a energia do Cristo já fluía abundantemente por seus chakras. E mais, seria Paulo um cabalista, haja visto que a verdadeira cabala não tem idade? 

Paulo, por volta do meio-dia, viu uma Luz “vinda do céu e mais brilhante que o sol” (Atos 26, 13); ou seja, a Luz que vira era mais brilhante que o sol do meio-dia, o horário de maior incidência de luz solar.

Extasiou-o tanto a Luz e o conhecimento que esta lhe trouxe, que sem dúvida julgou-se um Predestinado, já que por si mesmo não a merecia. Também não a mereceremos nós quando a virmos, mas Iniciar a todos é exatamente o cerne da missão do Cristo no Planeta. 

Temos até a metade da próxima Ronda (a Quinta) de nossa Cadeia Planetária, quando a Onda de Vida passar novamente pelo nosso planeta, para ver a Luz, não metaforicamente, mas como uma experiência real; senão seremos condenados por um éon e só prosseguiremos nossa evolução na Cadeia Planetária seguinte (veja Os Dias do Juízo, O Sistema Solar, Arthur E. Powell, Teosofia, Editora Pensamento-Cultrix). 

Por isto, os convido: “O Sol dos Rosacruzes aguarda todos nós”. 

Bibliografia. 

Agostinho, Santo. A correção e a graça, em A Graça (II). São Paulo : Paulus, 1999.

Agostinho, Santo. A predestinação dos santos, em A Graça (II), São Paulo : Paulus, 1999.

Agostinho, Santo. O dom da perseverança, em A Graça (II). São Paulo : Paulus, 1999. 

Agostinho, Santo. Confissões. São Paulo : Nova Cultural, 1999. 

Bíblia de Jerusalém. São Paulo : Paulus, 2002. 

Cartas dos Mahatmas para A. P. Sinnett, Volume II. Brasília : Teosófica, 2001. 

João da Cruz, São. Obras Completas. Petrópolis : Vozes, 2002. 

Powell, Arthur E. O Sistema Solar. São Paulo : Pensamento-Cultrix, 2013.


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