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Seção 4 - Cristo


CRISTO E SUA MISSÃO – BREVE CONTO

Embora baseado nos livros Conceito Rosacruz do Cosmos, de Max Heindel; O Sistema Solar, de Arthur E. Powell e nas Seções de Cristologia, Cosmogênese e Cosmologia da Sociedade Antroposófica de Rudolf Steiner; este conto reflete apenas a visão do autor. 

Steiner define e divide as influências sobre os Corpos Físico, Etérico e Astral do homem, em influências dos atrasados das Cadeias de Saturno, Solar e Lunar; mas para fins de entendimento, diremos no texto apenas “a influência de Lúcifer”, não detalhando tais fatos como Steiner o fez.

Qual a responsabilidade do Logos da Estrela, no nosso caso diremos Logos Solar, frente ao que está acontecendo aos homens? Ele desejou e determinou para que as influências dos atrasados das Cadeias de Saturno, Solar e Lunar acontecessem? Ele deu ordens para que isto ocorresse ou simplesmente se omitiu, deixando as coisas acontecerem, quando as influências surgiram? Ele poderia impedir as ações desses seres atrasados? Lembrem-se de que no Logos Solar “nós vivemos, nos movemos, existimos e temos o nosso ser” e que Ele
é para todos os fins, realmente o único “deus” para a estrela. 

Isto posto, vamos ao conto. 

“O projeto era ambicioso. A estrela chamava-se Sol. Poucos seres no universo seriam tão tentados como o homem que nasceria naquela estrela. Ódio e crueldade; mentira e medo; orgulho e arrogância; seriam incrementados em seus corpos Físico, Etérico e Astral e a própria sexualidade, seria aumentada pelo Elohim Iahweh, ao fazer o Corpo Físico do homem e dividi-lo em macho e fêmea. Tudo isto para que, frente a todos estes impulsos, o homem aprendesse a decidir pelo bem por si mesmo. Em um projeto tão grandioso, naturalmente que a chance de algo dar errado era enorme e é sobre a tentativa de correção do projeto que falaremos. 

O Cristo – segundo em comando na estrela Sol – percebeu que a Cadeia Planetária Terrestre, que tinha sob sua direção e supervisão, estava praticamente perdida. Nenhum humano veria a Luz Indescritível que se transformaria no Pássaro, nem receberia do Mestre seu Novo Nome e uma Benção, alcançando assim a Primeira Iniciação, que lhe permitiria prosseguir na Quinta Ronda, se uma ajuda extraordinária não lhe fosse dada. Bastante preocupado, procurou o Logos Solar – primeiro em comando na estrela Sol – e como todo bom subordinado narrou-lhe o problema e ao mesmo tempo, apresentou-lhe a solução, só que no caso, apenas uma solução, a única possível. 

Pai – era assim que o Cristo tratava o Logos Solar – a influência de Lúcifer no corpo Astral do homem foi demasiada, deixando o homem impotente perante o Plano Físico – a Cadeia Planetária Terrestre. O homem, por si mesmo, não tem poder para resistir ao prazer do sexo ou aos bens materiais e muito menos ao poder. Corrupção e crueldade assolam o
Planeta. Sem a influência de Lúcifer, o homem não conheceria a liberdade e o livre-arbítrio, como o Senhor queria, mas com ela nesse nível, o homem ficará eternamente atrelado ao
corpo físico ou então, teremos de destruí-lo. 

Tens algo em mente, Filho – era assim que o Logos Solar tratava o Cristo – pois só vejo uma solução. 

Sim Pai, disse o Cristo, a solução é esta. Apartemos um povo, demos-lhe o Elohim Iahweh como guia – uma Potestade – e quando os corpos físico, etérico e astral desse povo, produzirem um homem evoluído o suficiente, descerei e me unirei a estes corpos, manifestando-me em corpo físico e abrirei o portal que permitirá alcançar a Primeira Iniciação,
sem o cumprimento dos Dez Mandamentos de Moisés, o nível mínimo exigido em todas as Cadeias Planetárias. Grande é a nossa responsabilidade, pois deveríamos ter cuidado mais
de Lúcifer e dosado a sua influência, o que não fizemos. 

Que assim seja feito, disse o Pai. Já sabes o que te espera. Estarei contigo para que não sofras desnecessariamente e para que não sintas nenhuma dor, não importa o suplício a que seja submetido pelos homens. Muitos, para dominar outros homens, interpretarão erroneamente o perdão que levas, como sendo a revogação da Lei do Carma ou Lei da Causa e Efeito. Esta é uma Lei Cósmica e não posso revogá-la, mesmo se quisesse, o que não quero. Também distorcerão seus ensinamentos,
pois homem e mulher são responsáveis igualmente e no sexo, se o homem é responsável por desejar demais, a mulher o é por fazer-se desejável. Ensina que o dinheiro não é um mal em si, mas sim o modo como é ganhado e a maneira como é usado. Ensina que o poder só traz benefício se usado para trazer bem-estar a muitos e que o Carma reservado aos corruptos é proporcional à quantidade de humanos que fizerem sofrer por sua arrogância e apego ao poder apenas pelo poder. Ensina que o que fere, sentirá a dor do ferido e o que ama, sentirá a alegria do amado”. 

E assim foi feito. O Cristo fez-se carne e habitou entre nós, vimos a sua glória e o portal foi aberto. Aguarda-nos a Primeira Iniciação, imperfeitos como somos. Veremos a Luz Indescritível, o Pássaro e receberemos do Mestre, o Novo Nome e a Benção. O resto? A sequência da evolução? Outras Iniciações? Bem, continua em nossas mãos; entretanto, não
nos esqueçamos de que daremos conta de tudo, de até um til da Lei que não cumprirmos.

“Faze o que tiveres vontade”, é a Lei do Logos Solar para nós; mas “sede responsáveis pelo que fazes”, é uma Lei Cósmica para todo o universo. 

Usemos a energia do Cristo para despertarmos nossos chakras e prepararmos o corpo etérico para a Primeira Iniciação. Ao que tem, será dado e o será em abundância e ao que não tem, até o que tem, lhe será tirado. 

A vida é por estrelas e cada estrela é um berçário de vida. Acima das pelo menos sete dimensões ligadas à estrela, a evolução prossegue, mas sobre isto, nada foi escrito até agora, ao
menos em nossa civilização.

Ieschua e a Salvação Vicária

Uma tese, seja ela científica ou filosófica, sempre tem as premissas que conduzem à conclusão, ou seja, à tese em si. 

Com a Salvação Vicária, não é diferente. Dogmaticamente falando, ela exige apenas o ato passivo de crer em Jesus, de confessar seus pecados a um Sacerdote e, de arrepender-se,
para que a Salvação seja conquistada. 

Misticamente, entretanto, a situação é diferente. 

O ato salvífico do Cristo, a sua encarnação neste planeta, abriu os portais cósmicos de energia para o mesmo; essa seria então, a Salvação Vicária do Cristo, dar-nos uma dose extra de
energia cósmica para utilizarmos em nosso proveito.

Isto posto, exige de nossa parte um ato ativo. Qual seria este ato ativo? Utilizarmos esta dose extra de energia, trazida pelo Cristo e despertarmos nossos centros de energia com ela
(chakras), para que elevando o nível vibratório do corpo físico e psíquico, pudéssemos um dia, ser Iniciados psiquicamente. 

Somente com esta dose extra de energia Crística, é que o homem que não cumpre os Dez Mandamentos, com os acréscimos trazidos pelo Sermão da Montanha, pode ser Iniciado. Esta é a Salvação Vicária misticamente falando.

Resta sabermos onde encontrarmos orientação para usarmos a energia que Ieschua trouxe ao planeta. 

As Ordens Esotéricas autênticas, todas trazem um plano de desenvolvimento psíquico, com a realização de exercícios esotéricos, para o despertar dos corpos físico e psíquico e lentamente, começar a contatar nosso Eu Interior, que é Deus em nós, e assim, ouvindo-o, dando atenção aos seus inspirados conselhos, paulatinamente, nos elevarmos em caráter. 

E o Devoto sincero, como fica? 

Naturalmente que terá benefícios com a energia de Ieschua, mas sua evolução será mais lenta, que aquele que conscientemente esforçar-se por despertar seus centros de energia, em uma autêntica Ordem Esotérica. 

Todos ganham com Ieschua, uns mais, outros menos, dependendo do esforço de cada um.

O Nascimento de Jesus

Harvey Spencer Lewis nos socorre em A Vida Mística de Jesus, publicado pela Ordem Rosacruz – AMORC, descrevendo o maravilhoso nascimento do Mestre Jesus, onde uma grande manifestação de Poder Cósmico ocorreu. Percebam a presença de Luz neste momento.

A citação que se segue é do livro referenciado.

“Chegou o tempo de José achar necessário viajar com Maria, para evitar censuras por causa de sua situação e da estranha experiência de Maria. Eles chegaram a uma caverna onde ficaram descansando a pedido de Maria, que julgava estar próxima a hora do nascimento. José foi procurar ajuda e encontrou uma mulher que foi até a caverna, ouviu a estranha história de Maria, não acreditando nela. José viu que os céus e a terra e até mesmo as pessoas de lugares distantes estavam silenciosos e imóveis, e soube que a presença de Deus se fazia sentir sobre a Terra e que algum milagre estava para acontecer. 

Enquanto ele e a mulher esperavam na caverna, uma grande Luz surgiu na escuridão e os evitou e foi pairar sobre Maria. A Luz tornou-se menor e mais densa em sua alvura, até que envolveu Maria e depois foi se extinguindo. 

Enquanto José e a mulher observavam em silêncio, a Luz desapareceu, ouviu-se a voz de um recém-nascido e um Anjo apareceu dizendo: 

Nesta hora, em humildade de espírito e pureza de mente, nasceu o Filho de Deus da Virgem do Templo, concebido pelo Espírito Santo através da palavra de Deus, e seu nome será Jesus,  pois este é o nome de Deus em que se infundem o fogo do Espírito e o poder da palavra” (Capítulo V, páginas 98/99, A Vida Mística de Jesus, Harvey Spencer Lewis, Ordem Rosacruz).

 

O Mistério do Cristo

O final do século XIX e o início do século XX produziu místicos memoráveis, Iniciados de alto nível, que aproveitaram os ares de liberdade e evolução que pairavam sobre a humanidade, para fundarem Ordens Esotéricas.

Por aquela época, já não havia tanto risco de filiar-se a uma Ordem Esotérica, e assim, a parcela da população mundial que estava preparada, viu abrirem-se diante dela, numerosas portas que conduziam à Senda Mística.

O mundo conheceu então Madame Helena P. Blavatsky, Harvey Spencer Lewis, Max Heindel e Rudolf Steiner.

Todos fundaram Ordens Esotéricas e legaram à posteridade, numerosos livros de elevado valor.

Helena P. Blavatsky fundou a Teosofia; Harvey Spencer Lewis, a Ordem Rosacruz – AMORC; Max Heindel, a Fraternidade Rosacruz e Rudolf Steiner, a Antroposofia.

O homem atual não é apenas o corpo denso ou físico. Em uma descrição sintetizada, visualizando apenas a função de cada corpo, teríamos:

- corpo físico ou denso

- corpo etérico – aquele que transfere energia vital para o corpo denso; o duplo do corpo físico

- corpo astral – ligado às emoções

- corpo mental – ligado ao pensamento

- corpo causal – o único que permanece entre as encarnações.

Precisaremos desta distinção, pois veremos à frente que Jesus, cedeu ao Cristo, os corpos denso e etérico (para Steiner também o astral).

Esses Altos Iniciados eram também videntes, ou seja, podiam se harmonizar com o Cósmico e lerem nos Registros Acásicos e a diferença de seus relatos, deve-se à tarefa que pretendiam realizar. Todavia, há também muitas coincidências nas suas descrições.

Como vemos em Deuteronômio 19, verso 15, o depoimento de duas testemunhas é aceitável, e veremos pontos coincidentes nos autores acima mencionados.

De Madame Blavatsky, usaremos o Glossário Teosófico; de Harvey Spencer Lewis, o livro A Vida Mística de Jesus; de Max Heindel, seu Conceito Rosacruz do Cosmos e finalmente, de Rudolf Steiner, O Evangelho Segundo Lucas.

Raymund Andrea, em A Flor da Alma, Ordem Rosacruz – AMORC, demonstra respeito pelos trabalhos de Max Heindel e Rudolf Steiner, no Artigo “O Instrutor Teosófico do Mundo, à página 100. Blavatsky e Spencer Lewis dispensam credenciais.

Somente as quatro obras citadas, analisadas em conjunto, poderão dar a visão que tento condensar neste Artigo; visão esta, que me tocou profundamente, face ao grandioso trabalho Celestial que permitiu ao Planeta Terra, receber a encarnação do Cristo.

Darei apenas detalhes essenciais sobre o tema, procurando demonstrar que Jesus é uma personalidade, e Cristo é outra; e também que Cristo manifestou-se neste Planeta, desde o batismo no Rio Jordão (Lucas 3, versos 21-22), até a entrega do Espirito no Gólgota (Lucas 23, versos 44-46).

A Bíblia de Jerusalém, para mim a melhor tradução em português deste valioso livro, traz a informação exata, em Lucas 3, verso 22:

“E do céu veio uma voz: Tu és o meu Filho, eu hoje, te gerei.”

Rudolf Steiner já defendia esta tradução em 1909, conforme vemos à página 106, Sétima Conferência, O Evangelho Segundo Lucas e anos mais tarde, vemos esta tradução na Bíblia de Jerusalém.

Assim o Cristo foi gerado naquele instante, em que o Espírito Santo ou o mais elevado teor de Consciência Cósmica que o Ocidente conheceu, desceu e integrou-se ao Mestre Jesus, sendo que pelo tempo aproximado de três anos, Cristo se fez homem e habitou entre nós (João 1, versos 1-18).

Antes do advento do Cristo, a Iniciação só se dava, colocando aqueles que estavam preparados em uma espécie de transe, enquanto o Mestre o levava aos Planos Cósmicos superiores. Esses transes duravam até três dias e meio, sendo que nesse ínterim o corpo físico era guardado, esperando o retorno daquele que partira (Décima Conferência, O Evangelho Segundo Lucas, Rudolf Steiner).

Com a energia que o Cristo trouxe ao Planeta, hoje aquele que se prepara, principalmente em uma Ordem Esotérica autêntica, pode receber a visita do Mestre em seu lar, no estado de vigília ou de sonho, para Iniciá-lo ou elevá-lo ao estágio de Consciência Cósmica.

Este é o verdadeiro perdão trazido pelo Cristo, ou seja, a possibilidade de sermos Iniciados, sem cumprirmos os Dez Mandamentos. Desta forma a Iniciação foi facilitada, enquanto a Lei do Carma permaneceu inalterada.

Steiner, de uma certa forma, rompeu com a Teosofia, devido à visão que esta tinha da missão do Cristo. Apesar dele estar com razão neste tópico, ainda assim a quantidade de informação esotéricas trazidas a público pela Teosofia, é excepcional.

Do Glossário Teosófico, usaremos o Verbete Zoroastro:

“Forma grega de Zaratustra”. Precisaremos desta definição, pois veremos que Spencer Lewis usa a palavra Zoroastro, enquanto que Rudolf Steiner usa a palavra Zaratustra.

Madame Blavasky tinha a visão de que Jesus era essênio e foi um mensageiro da Grande Fraternidade, para pregar ensinamentos divinos e pelo espaço de três anos foi Mestre divino dos homens. (Verbetes Cristo e Jesus; Glossário Teosófico).

Spencer Lewis foi mais além. Admitiu a divina concepção de Jesus (Capítulo V, páginas 84/86); esclarece que Jesus foi matriculado em Monte Carmelo, como José, filho de José e Maria, reencarnação de Zoroastro; o “Filho de Deus” (Capítulo VIII, páginas 139/142); que este alcançou, naquela encarnação, o Grau Crístico, na cerimônia realizada na Pirâmide de Quéops, onde recebeu o nome de Jesus (Capítulo XII, páginas 189/193) e que ele não morreu na cruz, entregando na mesma apenas o Espírito Santo (grau de Consciência Cósmica, acresço) que recebera na Iniciação anterior (Capítulo XV, páginas 238/244).

Para Max Heindel e Rudolf Steiner, o Cristo é Solar, ou seja, é um Ser da estrela Sol, que se encarnou na Terra, mas eles divergem sobre o nível evolutivo deste ser Cósmico.

Entraremos agora em detalhes, que definirão a diferença entre Jesus e o Cristo. Nos socorrerão para isto, Max Heindel e Rudolf Steiner.

Para Max Heindel Cristo é o mais elevado Ser, de um período de evolução anterior ao nosso, o Período Solar (Capítulo VIII, páginas 192/195). Cristo é então, o mais elevado Iniciado daquele Período (Capítulo XV, páginas 334/335).

Esse Ser não tinha o Corpo Físico e o Duplo Etérico (corpo etérico ou vital), tendo apenas do Corpo Astral ou de Desejos em diante (Capítulo XV, páginas 335; 337/340).

Jesus então, ao longo de toda sua preparação, desenvolveu o Corpo Físico e o Corpo Etérico, e entregou-os ao Cristo, aos trinta anos (Capítulo XV, páginas 338/340).

Com o advento do Cristo, a Iniciação foi aberta para todos (Capítulo XV, página 358).

Voltemos nossa atenção agora, para Rudolf Steiner. Devo adiantar que a explicação de Steiner é muito mais complexa. Para tanto solicito que se lembrem, de que Zaratustra e Zoroastro são os mesmos nomes. Como veremos abaixo, para Steiner, Buda e Zaratustra contribuíram para formar o corpo denso e o corpo etérico, que Jesus entregou ao Cristo.

Daremos apenas os pontos importantes, sem os detalharmos, da tese que Steiner defende em relação a Jesus.

Inicialmente diremos que para ele, haviam dois Jesus, um seguindo a linha sacerdotal de Natan, e outro seguindo a linha real de Salomão, ambos filhos de Davi (2 Samuel 5, 14).

Ambos nasceram de pais, cujos nomes eram Maria e José.

Para o corpo físico do Jesus natânico, foi usado o corpo etérico de um Ser, que Steiner chama de Adão, de antes do aprofundamento de nossa humanidade na matéria. Somente um corpo etérico dessa magnitude, poderia receber o Nirmanakaya de Buda.

O envoltório astral do Jesus natânico, que se separa do ser humano em evolução quando este alcança a puberdade, foi absorvido pelo Nirmanakaya (corpo espiritual) de Buda. Assim, o Jesus natânico, passou a ser uma personalidade constituída pelo Nirmanakaya de Buda e o envoltório astral que se desligava.

O Jesus salomônico, por sua vez, recebeu o Eu de Zaratustra, que se desenvolveu em sabedoria no menino.

Aos doze anos, o Eu de Zaratustra separa-se do Jesus salomônico e transfere-se para o Jesus natânico, que assim passa a ter somadas, a sabedoria e a sensibilidade, do Nirmanakaya de Buda e do Eu de Zaratustra.

Pouco depois disso acontecer, o Jesus salomônico falece, mas a tempo de construir um corpo etérico fabuloso.

No batismo no Jordão (Lucas 3, 21-22), o Eu de Zaratustra se afasta, e o Jesus natânico, entrega os corpos físico, etérico e astral, ao Cristo, que permaneceria entre nós, por um tempo de aproximadamente três anos (isto fica mais claro nas cinco páginas finais da Segunda conferência, Jesus de Nazaré e o advento do Cristo, O Evangelho Segundo João, Rudolf Steiner, Editora Antroposófica).

Após o batismo no Jordão, o Eu de Zaratustra, agora liberado, usa o corpo etérico do Jesus salomônico, para plasmar um corpo físico, e neste corpo vem trabalhando junto às Ordens Esotéricas, com o nome de Mestre Jesus.

O Cristo permanece entre nós, desde o Batismo no Jordão (Lucas 3, 21-22), até a entrega deste Eu sublime, na cruz, na frase que chegou até nós, “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito”(Lucas 23, 44-46).

Para Steiner, o Cristo é o Ser, cujo corpo físico é a estrela Sol. Isto é o que entendi da seguinte frase: “se, porém, olhamos para o Sol, aquele que espiritualmente aí vive é Ahura Mazdao (o Cristo, acresço), e aquilo que sob a forma de luz flui para nós é o corpo do Espírito do Sol, de Ahura Mazdao, da mesma maneira como o corpo físico humano é o corpo do espírito humano” (Sétima conferência, página 107, O Evangelho Segundo Lucas, Rudolf Steiner).

O exposto acima foi sintetizado, das Quarta a Oitava Conferências, proferidas por Steiner em 1909, que formaram o seu livro “O Evangelho Segundo Lucas”.

Ter contato com as teses desses Elevados Místicos, só aumentou em mim, o respeito pelo Cristo.

Espero que vejam os pontos concordantes, dos místicos usados neste Artigo, e de que se lembrem que quando duas ou mais testemunhas atestam o mesmo fato...assim, o Cristo seria um Ser Solar; Mestre Jesus a reencarnação de Zoroastro.

Bibliografia:

- Glossário Teosófico, Helena P. Blavatsky, Teosofia, Editora Ground.

- A Vida Mística de Jesus, Harvey Spencer Lewis, Ordem Rosacruz, AMORC.

- Conceito Rosacruz do Cosmos, Max Heindel, Fraternidade Rosacruz.

- O Evangelho Segundo Lucas, Rudolf Steiner, Antroposofia, Editora Antroposófica.

O Mistério Do Cristo - II

Mais um testemunho vem se somar aos anteriores, no sentido de que Jesus cedeu um ou mais corpos ao Cristo. Essa é a tese defendida no Artigo “O Mistério do Cristo”, que pode ser lida neste site. Daremos este testemunho e iremos mais além, dando outro exemplo onde a mesma situação ocorreu.

“Esses dois eram os poderosos Egos agora conhecidos por nós como o Senhor Gautama e o Senhor Maitreya. Com seu grande amor pela humanidade, o primeiro aproveitou-se voluntariamente para fazer o tremendo esforço necessário para se qualificar para o trabalho, enquanto seu amigo e irmão decidiu-se a sucedê-lo como o próximo ocupante deste cargo, milhares de anos mais tarde.

Naqueles tempos distantes, o Senhor Gautama governava o mundo da religião e educação, mas, hoje em dia, aquele elevado cargo já está ocupado pelo Senhor Maitreya, a quem os ocidentais chamam de Cristo, que assumiu o corpo do discípulo Jesus durante os seus três últimos anos de vida no plano Físico” (A Vida Interna, Os Grandes Seres, página 32/33, C. W. Leadbeater, Teosofia, Editora Teosófica).

Rogo que se atenham apenas à essência dos fatos, pois o clarividente, ao ler os Registros Acásicos, não consegue fazê- -lo sem se deixar influenciar por suas crenças, e daí, as divergências entre as narrações de C. W. Leadbeater, Max Heindel e Rudolf Steiner. Dessa maneira, usando o Artigo “o Mistério do Cristo” e este, temos sobre o mesmo tema, a visão da Teosofia, da Fraternidade Rosacruz e da Antroposofia.

Outros dois, irmãos e amigos, que conhecemos pelos nomes de Mestre Moria e Mestre Koot Hoo Mi, também vêm criando uma belíssima história em conjunto.

Com os nomes de Marte (Moria) e Mercúrio (Koot Hoo Mi), nós já os encontramos trabalhando na Sexta Ronda da Cadeia Lunar, a Cadeia Planetária anterior a nossa (Capítulo XXIII, página 145, O Sistema Solar, Arthur E. Powell, Teosofia, Editora Pensamento – Cultrix Ltda).

“Por volta de 220.000 a.C. Marte era Imperador da Cidade das Portas de Ouro, com o título de Governante Divino, transmitido pelos Iniciados dos primeiros tempos. Mercúrio era o sumo – sacerdote. Os dois atravessaram juntos os séculos, um deles sempre como Governante, o outro como Mestre e Sacerdote. Marte parece ter sido sempre homem, embora Mercúrio fosse, às vezes, mulher” (Capítulo XXXVII, página 237, O Sistema Solar, Arthur E. Powell, Teosofia, Editora Pensamento – Cultrix Ltda).

No Capítulo sobre “Os Produtos da Cadeia Lunar”, encontramos: “Entre eles se incluem os atuais Chohans Moria e Kut Hu Mi (Marte e Mercúrio), o Futuro Manu e Bodhisatva da Sexta Raça Raiz sobre a Terra (estamos atualmente na Quinta Raça-Raiz, acresço)” (Capítulo XXV, página 158, O Sistema Solar, Arthur E Powell, Teosofia, Editora Pensamento – Cultrix Ltda). O Bodhisatva está dois Graus acima do Mestre ou Adepto Asekha (Capítulo XVIII, página 119, O Sistema Solar, Arthur E Powell, Teosofia, Editora Pensamento – Cultrix Ltda).

Nós estamos na Quarta Cadeia Planetária de nosso Esquema de Evolução, a Terrestre. Nesta Cadeia estamos na Quarta Ronda, no Globo D (a Terra) e na Quinta Raça-Raiz. Das Primeira e Segunda Raça-Raiz pouco se sabe. Existem maiores notícias da Terceira Raça-Raiz, a Lemuriana e da Quarta Raça-Raiz, a Atlante.

O fato que vamos narrar a seguir, similar ao ocorrido entre Mestre Jesus e o Cristo, deu-se na Terceira Sub-Raça, da Quinta Raça-Raiz, a nossa Raça-Raiz.

“Em 29.7000 a.C., o Mahaguru (Futuro Gautama Buda) chegou à terceira sub-raça como o primeiro Zaratustra e fundou a Religião do Fogo. O segundo filho de Marte (Mestre Moria, acresço), o décimo dos Reis que sucederam a Corona, foi escolhido para veículo do Mestre Supremo, o Bodhisattva. Suria (o futuro Senhor Maitreya) Sumo-Sacerdote na época, estava à testa da religião do Estado, em que se misturavam o culto da Natureza e o da Estrela, e exercia uma autoridade imensa, em parte por causa do cargo, e em parte, por ser de sangue real. Mercúrio (Mestre Koot Hoo Mi, acresço) fora treinado, desde menino, para o seu grande destino.

O Mahaguru veio de Shamballa em seu corpo sutil e apossou-se do corpo de Mercúrio”.

“Suria anunciou que o que estava ai já não era o Príncipe, senão o mensageiro do Altíssimo e dos Filhos do Fogo que moravam no extremo Oriente, de onde haviam saído seus antepassados”.

“O Mahaguru permaneceu por um período considerável de tempo na cidade, indo todos os dias ao Templo para instruir os Sacerdotes”.

“Sua partida foi tão dramática quanto sua primeira prédica”.

“Em seguida, comunicou-lhes que partia, abençoou-os, e, erguendo os braços para o céu Oriental, deu um grito; uma turbilhonante nuvem de chama, vinda do céu, envolveu-O no sítio em que Ele estava e, logo, sempre turbilhonando, disparou para cima e para Leste, levando-O consigo”.

“Mercúrio, que em seu corpo sutil, sempre ficara perto D’Ele, a Seu Serviço, voltou com Ele para junto dos Santos, e descansou em paz por algum tempo” (últimas citações extraídas do Capítulo XLIX, páginas 307/309, O Sistema Solar, Arthur E. Powell, Teosofia, Editora Pensamento – Cultrix Ltda; que retirou as informações do Capítulo 18, do livro de Annie Besant e C. W. Leadbeater, que pode ser encontrado sob os nomes: “O homem: donde e como veio, e para onde vai” ou “A visão Teosófica das Origens do Homem”; ambos da Editora Pensamento – Cultrix Ltda).

O Mistério do Cristo - III

Sou Ocidental e por isto o Cristo me é muito caro. Um Mestre em missão pública, disse meu coração para mim, desde a minha juventude. Assim, esta série de Artigos a seu respeito, são para enaltecê-lo ainda mais, quando adentra aos preparativos que foram necessários para que Ele pudesse se manifestar no Plano Físico.

Max Heindel o vê como o mais elevado Iniciado do Período Solar, a Segunda Cadeia Planetária de nosso Esquema de Evolução, que segundo a Teosofia contém sete Cadeias Planetárias (veja Capítulo XV, Cristo e sua Missão, Conceito Rosacruz do Cosmos, Max Heindel, Fraternidade Rosacruz).

Leadbeater também o coloca na Segunda Cadeia Planetária, só que ainda humano. Dá a Ele na ocasião, o nome de Surya, atualmente o Senhor Maitreya, atual Bodhisattva, o Supremo Instrutor do Mundo (Alguns personagens do relato, página 14, A Visão Teosófica das Origens do Homem, Annie Besant e C. W. Leadbeater, Teosofia, Editora Pensamento – Cultrix Ltda).

Esclarecendo a condição do Cristo na Segunda Cadeia, Leadbeater ensina: “Contudo, os seres mais elevados se individualizaram (atingiram a condição humana, acresço) nas Cadeias precedentes à Lunar, (Terceira Cadeia, acresço). Assim, o Mahaguru (atual Gautama Buda, acresço) e Surya (atual Cristo ou Bodhisattva Maitreya, acresço) foram excluídos do Globo D na Sétima Ronda da Segunda Cadeia (Período Solar de Max Heindel, acresço), no Dia do Juízo, e passaram parra o Globo D da Cadeia Lunar (a Terceira, acresço), na Quarta Ronda, como homens primitivos” (Apêndice 1, A Cadeia Lunar; A Visão Teosófica das Origens do Homem, página 317, Annie Besant e C. W. Leadbeater, Teosofia, Editora Pensamento – Cultrix Ltda).

“O Senhor Maitreya, cujo nome significa bondade ou compaixão, sucedeu ao Senhor Gautama no cargo de Bodhisattva, e desde então tem se esforçado intensamente para fomentar o espírito religioso”.

“O próprio Senhor Maitreya veio já duas vezes: a primeira na pessoa de Krishna nas planícies da Ìndia, e a segunda como Cristo entre as colinas da Palestina” (duas últimas citações extraídas de Os Mestres e a Senda, Capítulo XIV, página 281, C. W. Leadbater, Teosofia, Editora Pensamento – Cultrix Ltda).

O Mistério Do Cristo – IV

Por questão de justiça, após trabalhar com conceitos da Teosofia, em O Mistério do Cristo – II e III, vamos aqui trabalhar com a tese peremptória de Rudolf Steiner, opinião essa que já delineamos em O Mistério do Cristo, o primeiro Artigo desta série. A visão de Steiner é a mais elevada, superior mesmo à de Max Heindel, e foi este, o principal motivo que o levou a romper com a Teosofia e criar a Antroposofia.

A minha visão do Cristo é muito singela, não fora a energia que esse trouxe ao planeta, o homem não poderia ser Iniciado psiquicamente, sem cumprir os Dez Mandamentos. Assim o Cristo é essencial para a evolução humana no planeta. As Ordens Esotéricas ocidentais, em minha opinião, utilizam a energia que o Cristo permitiu entrar no planeta, ao indicar exercícios místicos, visando o gradual despertar dos chakras e assim preparando seus Estudantes para a verdadeira Iniciação, que não se dará em corpo físico.

O Cristo veio para os que estavam perdidos (Lucas 19, verso 10), para aqueles que iriam perder nossa onda de evolução (Capítulo XV, página 360/361, Conceito Rosacruz do Cosmos, Max Heindel, Fraternidade Rosacruz), mas não apenas para criminosos ou drogados, mas também para os que estão em uma Ordem esotérica, tentando acelerar sua evolução, mas repito, ainda não cumprem os Dez Mandamentos.

Mostramos em nosso Artigo “O Mistério do Cristo”, que mesmo em Altos Iniciados, como H. P. Blavatsky, Harvey Spencer Lewis, Max Heindel e Rudolf Steiner, existe divergência quanto à origem, nível e missão do Cristo. Em “O Mistério do Cristo – III, no qual adensamos as opiniões de C. W. Leadbeater e Annie Besant, essas diferenças só se aprofundaram, pois para eles o Cristo é o Senhor Maitreya, Bodhisattva de nossa Raça, a Quinta de nosso planeta.

Um Bodhisattva é um Ser que alcançou a Sétima Iniciação, duas após atingir a Maestria. É, pois, um Ser muito elevado na Hierarquia Celestial.

Rudolf Steiner sabia o que era um Bodhisattva? Com certeza sabia claramente, pois foi conferencista da Sociedade Teosófica, antes de fundar a Sociedade Antroposófica, mas voltou-se contra essa opinião, conforme podemos ver no excerto abaixo.

“Seria uma insensatez incluir o Sol do nosso Sistema Planetário na mesma categoria dos planetas, como Júpiter, Marte, etc, da mesma forma, seria absurdo colocar o Cristo no mesmo plano dos Bodhisattvas e outros líderes da humanidade. Considerando-se a simplicidade dos fatos, deveria ser indiscutível que a hipótese de reencarnação do Cristo seja absurda, inaceitável” (A Bíblia como fonte de conhecimento, páginas 42/43, O Evangelho Segundo Marcos, Rudolf Steiner, Antroposofia, Editora Antroposófica).

Tentamos condensar uma opinião sobre o Cristo, no Artigo “O Mistério do Cristo”. Entretanto, respeitemos o Cristo, não com a tese equivocada de um perdão que anula a Lei do Carma, mas como um Ser, que por Ele e através D’Ele, nos vem a energia com a qual podemos acelerar nossa evolução, e sermos verdadeiramente Iniciados, antes de deixarmos de ferir o universo, com nossos pensamentos, emoções, palavras e ações desarmônicas.

O Mistério do Cristo – V

Em Rudolf Steiner encontrei a mais elevada concepção metafísica, sobre o nível evolutivo do Cristo. Quem é o Cristo? Isto é o que estamos tentando responder nesta série de Artigos. Para Steiner, o Cristo é um Ser Solar, o mais elevado dentre eles. Mas como situar o Cristo em relação à evolução humana? Para isto, expliquemos inicialmente como se dá a evolução, ou como um ser se torna consciente, o que é a mesma coisa.

A evolução se dá naquilo que é chamado por Steiner, por Max Heindel e pela Teosofia de Blavatsky, Annie Besant e Leadbeater, de Esquema de Evolução. Um Esquema de Evolução contém sete Cadeias Planetárias, sendo que cada Cadeia Planetária é composta de sete Planetas, cada um em uma dimensão ou Plano.

Aí a Mônada da Teosofia ou o Espírito virginal de Max Heindel, passa da inconsciência à consciência (fase humana), depois à Maestria (fase dos Mestres ou Angelical) e após, sem a necessidade de continuar usando corpo físico, a níveis evolutivos ignorados até pelos Iniciados, que alcançaram a Quarta Iniciação (Arhat) e que escreveram sobre o Esquema de Evolução; como provavelmente até por Mestres, como Morya, Koot Hoo Mi, Jesus, Saint Germain e outros.

Fala-se então da tendência à infinidade da evolução e da consciência. Tempo não existe, sendo simples medida da manifestação. O universo desenrola-se durante os períodos de manifestação (Manvantaras) e enrola-se em si mesmo, durante os períodos de repouso (Pralayas). A Teosofia dá ao Manvantara de todo o universo, a excepcional cifra de 311.040.000.000.000 de anos terráqueos em relação à estrela Sol e a um Pralaya universal, um período de igual valor.

Mas, quantos Manvantaras e Pralayas, nós já tivemos? O Manvantara que vivemos agora é o primeiro? Assim, o Ser que chamamos de Cristo, poderia ter evoluído em um Manvantara anterior ao nosso e agora estar em condições de exercer o papel que exerce em nosso Sistema solar, isto é, gerar vida. Como a primeira consciência surgiu e depois, como evoluiu, é um grande mistério, a não ser para os teístas.

Steiner se socorre de João, o Evangelista, e para ele Cristo é o Logos de nosso Esquema de Evolução. É importante termos em mente que um Esquema de Evolução é a porta de entrada para se tornar consciente, e, portanto, está atrelado a uma estrela, ainda no Plano Físico ou na Primeira Dimensão. Max Heindel afirma existirem 49 dimensões no universo e a Ordem Rosacruz nos induz a pensar em 144 dimensões, devido aos seus 12 Planos Cósmicos, subdividido em doze níveis cada.

“No Princípio era o Verbo” (o Logos; João 1,1) e na poesia de Almeida “Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez” (João 1,3). Steiner vê aí o início de nosso Esquema de Evolução, nossa Primeira Cadeia Planetária, a de Saturno, onde o homem “ganha” (recebe de presente das Hierarquias Divinas), o germe do Corpo Físico. O Verbo ou Logos de nosso Esquema de Evolução é, portanto, o Cristo.

“Nele (no Verbo) estava a Vida” (João 1, 4). Steiner vê na Vida, o acréscimo ao homem incipiente do corpo etérico ou vital, por onde a vida penetra no corpo físico. Estamos então, na segunda Cadeia Planetária, a Solar.

“E a vida era a Luz dos homens” (João 1, 4; ao final). Steiner vê na Luz, a Luz astral, oriunda do Plano Astral ou Segunda dimensão. Estaríamos então, na Terceira Cadeia Planetária, a Lunar, onde o germe do Corpo Astral é acrescentado aos corpos físico e etérico do homem.

“E a Luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam” (João 1, 5). Steiner vê na Luz os seres que habitam a estrela Sol, da qual Cristo é o mais evoluído; e nas trevas, o homem que nesta Cadeia Planetária, a Quarta ou a Cadeia Terrestre (aquela na qual estamos), alcança a autoconsciência, mas ainda não compreende a Luz. Com efeito, nesta Cadeia Planetária recebemos o Corpo Mental, que é usado pelo Eu Objetivo da Ordem Rosacruz e o Corpo Causal, que é usado pelo Eu Interior da Ordem Rosacruz. Todos os corpos citados anteriormente se decompõem entre uma encarnação e outra; entretanto, o Corpo Causal permanece íntegro entre as encarnações.

A Luz existe e o Estudante a verá na Primeira Iniciação, embora a Luz e a Vida, ainda permaneçam um mistério para ele. Da Luz, na Primeira Iniciação, surgirá o Pássaro anunciador do Mestre, que dará ao então Iniciado, o Novo Nome e a Benção.

Para Steiner, os Quatro Evangelistas, ou seja, Mateus, Marcos, Lucas e João, alcançaram a Quarta Iniciação ou o Grau de Arhat, e, portanto, escreveram sobre o Cristo, o que eles próprios viram nos Registros Akásicos.

Desta sua opinião, decorre toda a confiança que Steiner deposita na Bíblia. Ele denomina os Evangelistas de Sacerdotes ou Servos do Logos, ou seja, Sacerdotes do Cristo.

Cristo veio, não para o perdão fácil, que exime nossa responsabilidade perante os atos que praticamos; mas para que pudéssemos ser Iniciados, sem cumprir os Dez Mandamentos, algo ainda muito distante de nós. Essa é a minha opinião, sendo que “A Importância de Ser Iniciado” e não perdermos nossa Onda de Vida pode ser vista em detalhes, em um Artigo meu que leva este nome.

Cristo é tão caro a você, quanto é caro a mim, e ele é o Filho de “deus”; só que este “deus” é o Logos da Estrela Sol (e não apenas o Logos de um Esquema de Evolução, que se dá em sua Estrela). Como outrora se cria erroneamente que a Terra era o centro do Universo, também o fato de a vida evoluir por estrelas, será do conhecimento e aceitação de todos brevemente.

Bibliografia.

- Verbete Plano Cósmico, Glossário de Termos e Conceitos da Tradição Rosacruz da AMORC. 

- O Sistema Solar, Arthur E. Powell, Teosofia, Editora Pensamento – Cultrix Ltda. 

- sobre as Iniciações, veja os Capítulos VII a X, Os Mestres e a Senda, C. W. Leadbeater, Teosofia, Editora Pensamento – Cultrix Ltda. 

- sobre as 49 dimensões, veja o Diagrama 6, A relação do homem com Deus, Conceito Rosacruz do Cosmos, Max Heindel, Fraternidade Rosacruz. 

- Terceira e Quarta Conferências, O Evangelho Segundo João, Rudolf Steiner, Antroposofia, Editora Antroposófica (conferências proferidas em Kassel, Alemanha). 

- Evangelho de João, Bíblia, tradução de João Ferreira de Almeida.


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