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Seção 9 - Rosacruz


A Rosacruz Invisível

A verdadeira Rosacruz existe desde os primórdios dos tempos, pronta para mostrar o caminho aos que se preparam.

Ela não é a rosacruz externa, com suas Lojas, Templos e Funcionários, embora esta seja um caminho para a Rosacruz Invisível.

Ela existe em todos os planetas, todos os sóis, todas as galáxias e em todos os planos vibratórios.

Muitos são os caminhos que a ela conduzem.

A Cabala e a Maçonaria são bons caminhos.

As denominações Rosacruzes e Martinistas, são em sua maioria bons caminhos.

O Devoto sincero das grandes religiões do mundo está mais próximo dela do que imagina.

Há aqueles que face à bagagem trazida de suas encarnações anteriores, a encontram por um caminho único, o seu caminho.

Ela é formada pelos “Mestres Invisíveis, cujo papel é, em primeiro lugar, o de Vigilantes Silenciosos no universo Iniciático e, depois, o de Guias Desconhecidos e, não obstante sempre presentes para o Discípulo verdadeiro a quem aparecem. Entendam: dão a perceber sua presença quando ele está pronto” (Capítulo IV, O Império Invisível, Raymond Bernard, Ordem Rosacruz, AMORC).

Este contato, que tem o dom de uma verdadeira Iniciação, pode dar-se em sonho ou em estado de vigília (artigo Iniciação, em Algumas Reflexões Místicas, G. R. S. Mead, publicado pela Ordem Rosacruz, AMORC).

Mead ainda define Mestre, em um excepcional artigo que leva este nome, no livro acima citado.

Para Mead, o Mestre é o Senhor de todas as formas e assumirá num primeiro momento, a forma que o Discípulo mais ama, até que este aceite a sua presença, em uma harmonização intensa, quando não vê forma alguma.

É o Mestre que abre as portas da Rosacruz Invisível para o Discípulo.

Devemos então simplesmente aguardar que esta porta seja aberta; não, devemos nos preparar em um dos caminhos, pois o Mestre só aparece ao Discípulo preparado, reza a máxima do universo Iniciático.

Sonhos e os Mestres

Édouard Schuré, em a Morte de Orfeu, Orfeu, Os Grandes Iniciados, Editora Cátedra, ensina que os Mestres podem aparecer em sonho aos estudantes. “Tu lhes apareces em sonho”,

afirma a Orfeu, o mais velho dos sacerdotes. Para mim essa aparição teria dois propósitos: o primeiro e maior, o Iniciar; o segundo e não menos importante, ensinar leis esotéricas.

Entendo que quando um Neófito transpõe os portais de uma autêntica Ordem Esotérica, vê-se às voltas com dois desenvolvimentos. O primeiro, o intelectual, que se dará através do estudo; e o segundo, o psíquico, que se dará com as práticas dos exercícios esotéricos, que lhe serão propostos ao longo dos graus dessa Ordem.

Quando os dois desenvolvimentos acima atingem determinado ponto, e tanto o cérebro quanto o corpo psíquico, etérico ou vital, estão preparados, o Mestre passa a utilizar esse corpo psíquico ou duplo do Estudante, para ministrar ensinamentos psiquicamente.

O Estudante está apto então, para ter o que chamo de Sonhos Iniciáticos, onde pode ser Iniciado psiquicamente, Iluminado ou simplesmente esclarecido acerca de algum ponto dos ensinamentos.

Seria este o começo da manifestação da injunção eterna, que afirma que “quando o Discípulo está preparado, o Mestre aparece”.

Somente os Filósofos serão vossos pares

Num determinado Grau dos estudos, aqueles que estão trilhando a Senda Esotérica recebem a “Promessa da Ordem”, que bem poderia ser chamada de a “Promessa dos Mestres”, pois é na fala de Mestres, que ela se repete, aqui ou acolá.

Esta Promessa é maravilhosa e não há como tentar desvendar sua data, sabendo-se apenas que é muito antiga.

Há apenas um verso me aterei aqui; o verso que dá nome a este Artigo.

A Palavra Filósofo, quando usada na antiguidade, não tinha o sentido moderno, de alguém que se forma em uma Faculdade, fazendo um curso regular de estudos.

A Palavra Filósofo, no sentido esotérico é muito mais que isso. Refere-se aos Sábios, aos Adeptos, aos Mestres ou aos Rosacruzes.

Por isto, Harvey Spencer Lewis afirmou que o Estudante Rosacruz, que avança em seus estudos, “logo se desenvolve além do ponto em que qualquer Mestre terreno poderia satisfazer” e assim, “somente um Mestre Cósmico pode suprir as necessidades daquele que está preparado” (Como alcançar a Iluminação Psíquica, Quando o Estudante está preparado, Manual Rosacruz, 1981, Harvey Spencer Lewis, Editora Renes, Ordem Rosacruz, AMORC).

Com este sentido, a Palavra Filósofo é usada por diversas vezes, em Símbolos Secretos dos Rosacruzes dos Séculos XVI e XVII, Edição de 1978, Editora Renes, Ordem Rosacruz, AMORC.

Citarei apenas a máxima inscrita à página 19:

“Se um Filósofo queres ser,

Que em Ti só resida a paciência”.

Ser Rosacruz

Eis um pequeno texto que escrevi às 07:25 AM de 14 de Junho de 1983, quando tinha uma ano de Ordem Rosacruz (fui admitido na Ordem em Abril de 1982, quando contava com 22 anos).

Naturalmente que não é para esta encarnação, mas alguns pequenos passos foram dados.

Enviei-o à Ordem Rosacruz que me respondeu: “Isto revela a profundidade de sua compreensão”.

Ser Rosacruz

Ser um Realizado

Cristo, exemplo da perfeição

Ideal dos ideais

Na longa caminhada, ferem-se os pés

Doem as costas, fadiga-se o coração

Palavras de escárnio são ouvidas

A solidão às vezes, é nossa única companheira

Por Deus, a benevolência é uma dádiva

É um pouco do Ser em nós

Mas os Irmãos menores em contato íntimo, não sabem disso

Mas mesmo sabendo que eles não sabem, nos magoamos

A montanha a ser escalada é a mesma, para todos

A energia para fazê-lo está à nossa disposição, agora e para sempre

As mãos se ensanguentarão, ao firmar o corpo nas cordas

Mas o topo é o ideal

A energia se fará viva em nós

A Unidade se estabelecerá e então já não seremos nós, mas o Todo.

Ser Rosacruz - II

A Ordem Rosacruz, AMORC, usa a palavra Rosacruz, como sinônimo do termo Mestre, tanto que internamente há distinção entre Rosacruz com maiúscula, significando Mestre e rosacruz com minúscula, significando o Estudante ou Membro da Ordem Rosacruz.

Mestre, em precárias palavras, seria aquele que já completou o seu ciclo evolutivo em relação ao Plano Físico, assim já poderia estar em outra dimensão, onde não precisaria usar corpo físico, mas permanece entre nós, quando encarnado, para auxiliar aqueles que ainda estão percorrendo a Senda.

Em “As Mansões Secretas da Rosacruz”, Raymond Bernard define a condição de Rosacruz:

“Sim, você não viu nenhum de nós manifestar poderes particulares; o que não significa que não os tenhamos. Mas a condição de Rosacruz não implica seu uso constante.

Ser Rosacruz é ter adquirido uma maneira de ser, de pensar e de agir em que ser, pensar e agir são uma só e a mesma faculdade. O pensamento anima o ser e torna-se ação. Isto é o verdadeiro poder, pois se resume no emprego da energia única em condições diversas, e este emprego é voluntário, em parte. Ele é a consequência imediata do nível que alcançamos. É o próprio estado, e esse estado é o absoluto do conhecimento.

Dele você sentiu, diversas vezes, unicamente os efeitos. Ora, pelo que constituímos, quem quer que se ponha em harmonia com um grau qualquer do caminho que leva a nós está, consequentemente, em harmonia conosco e, através de nós, com o sublime de que nos tornamos receptáculo privilegiado.

Por conseguinte, não há, em nenhum dos doze caminhos, neófitos ou adeptos adiantados. Uma tal distinção não existe. Há simplesmente harmonia ou ruptura dessa harmonia.

A harmonia mantida pelo estudo sincero significa o contato e leva ao despertar, porque uma conexão é então estabelecida em nosso plano. O rosacruz é, neste caso, um verdadeiro Rosacruz em potencial.

A ruptura da harmonia significa interrupção do contato e desenvolvimento unicamente do eu intelectual e de suas miragens. A ruptura, bem entendido, é devido à exaltação do eu sob suas formas insidiosas, inclusive a da dúvida.

Mas o que eu quis principalmente ressaltar, nestas observações anexas, é o laço permanente e individual que existe entre nós, Rosacruzes, e cada rosacruz, desde que este demonstre uma sinceridade verdadeira e uma real aspiração.

Neste caso, ele goza de nosso influxo e jamais esta só” (excertos retirados de Madri, As Mansões Secretas da Rosacruz, Raymond Bernard, Editora Renes, Ordem Rosacruz, AMORC).

O que distingue uma Ordem Esotérica autêntica, de uma falsa, é o apoio que a primeira recebe dos Mestres; apoio este, que é estendido aos Membros, que são acompanhados e auxiliados psiquicamente por eles.

A Senda Rosacruz – I

Existem dois importantes marcos na Senda Rosacruz, que ocorrem ao Estudante no seu avançar na Senda. Um é o recebimento da Palavra “sussurrada”; o outro é a Iniciação Psíquica, onde o Membro recebe do Mestre, seu “Novo Nome”, a “Benção” e vê a “Luz Indescritível”, descrita por todos aqueles que tiveram esta experiência.

O recebimento da Palavra “sussurrada” ocorre quando há ressonância entre o Eu Objetivo (quaternário Inferior da Teosofia – corpo físico, etérico, astral e mental) e o Eu Interior ou a Personalidade-Alma da AMORC (tríade Atma, Buddhi e Manas da Teosofia). Todo o Eu Objetivo vibra harmonicamente com o Eu Interior, e então a Palavra lhe é outorgada. Esse recebimento é um marco, é um aviso, é um sinal de que a Iniciação Psíquica não tarda a chegar.

A Iniciação Psíquica conforme o próprio nome diz, é psíquica, normalmente conduzida por um Mestre ou Rosacruz, e terá todos os elementos descritos nas Iniciações, como a presença de luz ou do Sol, a presença do Pássaro e a presença do Mestre.

Leadbeater fala em cinco Iniciações Psíquicas, sendo que a Quinta conduz à Maestria (Capítulo X. As Iniciações Superiores, Os Mestres e a Senda, C. W. Leadbeater, Editora Pensamento – Cultrix Ltda.). Dificilmente todas ocorrerão numa única encarnação, mas alcançar a Primeira já é um grande passo no caminho Rosacruz.

Como descrito em O Casamento Alquímico, normal mente há um espaço de sete anos entre o recebimento da Palavra, que é o aviso e a Iniciação Psíquica, que é o Casamento Alquímico.

Após a Iniciação Psíquica, Iniciações menores ou simples experiências psíquicas se tornarão frequentes, mas a Segunda Iniciação, caso venha a ocorrer, deverá ser tão majestosa ou ainda mais elevada, do que foi a Primeira Iniciação.

Quem quer que trilhe o caminho Rosacruz poderá vivenciar essas duas experiências místicas.

- Veja os Artigos “O Sol da Meia-Noite” e “O Sol dos Rosacruzes”.

- O Manual Rosacruz , editado pela Ordem Rosacruz, AMORC, traz sobre o tema, o Capítulo “Como Alcançar a Iluminação Psíquica”.

Ordem Rosacruz e os Chakras

Este Artigo não é para descrever os Chakras, sua localização ou sua constituição, mas sim para em minha visão, dar uma ideia de como a Ordem Rosacruz, AMORC desenvolve os mesmos.

A Ordem Rosacruz, desde as primeiras Monografias recebidas, traz exercícios místicos, denominados Experimentos, cuja função entre outras, é desenvolver os chakras.

Apenas um chakra é tratado de cada vez, havendo uma coerência e uma hierarquia nos exercícios dados, sendo distribuídos ao longo dos Graus, o que permite um desenvolvimento gradual dos chakras, sem a presença de um Guru (no sentido pejorativo do termo, ou seja, aquele que se dispõe a ensinar sem ter conhecimento, pois em sânscrito Guru significa Mestre).

É justamente esta proposta de trabalho esotérico de longo prazo, e não imediatista, que torna seguro para os Ocidentais, as práticas rosacruzes.

O Guru ou Mestre que irá se apresentar ao Estudante, é seu próprio Eu Interior, o Ego que reencarna; sendo que somente em um ponto superior dos estudos, um Mestre, encarnado ou não, poderá se apresentar ao Estudante.

O desenvolvimento dos chakras é necessário, para que o Estudante possa ser Iniciado Psiquicamente, em uma Iniciação conduzida por um Mestre.

O Governo Oculto do Mundo

A vida continua a se manifestar neste Planeta, apesar dos desvarios humanos, entre os quais naturalmente que me incluo, devido à atuação da Sagrada Hierarquia Celestial. A Teosofia, ao referir-se a este Governo, chama-o de Grande Fraternidade Branca, na qual inclui Iniciados e Mestres; a Ordem Rosacruz por sua vez, o divide em Grande Fraternidade Branca, composta apenas de Iniciados e Grande Loja Branca, composta de Mestres.

Raymond Bernard dedica toda “As Mansões Secretas da Rosacruz” para tratar desde Governo, mas é especialmente no Capítulo II, Amsterdã, que ele discorre sobre seu “modus operandi”. Não ouso, pois não tenho condições de fazê-lo, tentar resumir a dissertação de Maha, que o autor cita como sendo o Chefe do Alto Conselho, mas como “as palavras só tem a vida que lhes é dada por aquele que a pronuncia” (citação de Bernard neste mesmo capítulo), afirmo que ela é revivificada pelo leitor, que a impregna com a força imanente da sua evolução psíquica. Portanto, boa leitura, pois este livro está na Internet.

A Teosofia chama de Iniciados aqueles que alcançaram as três primeiras Iniciações; de Arhat, aquele que alcançou a Quarta e de Mestre (ou Rosacruz, na terminologia rosacruciana), somente quem alcançou a Quinta Iniciação. Contrapondo- se ambas as teses, teríamos segundo a Ordem Rosacruz, Iniciados e Arhat integrando a Grande Fraternidade Branca e Mestres ou seres mais evoluídos que Mestres, integrando a Grande Loja Branca.

Não estamos sós, ao contrário, nenhuma vida esta desprotegida no universo dos Elohim, Mestres, Dhyân-Chohâns ou Anjos; conforme queira chamá-los.

Estamos em um universo multidimensional, sendo que o Plano Físico, com suas incontáveis galáxias, é apenas a Primeira Dimensão. Ao nível estelar temos além do Plano Físico, o Plano Astral (2ª dimensão); o Plano Mental (3ª dimensão); o Plano Búdico (4ª dimensão); o Plano Átmico (5ª dimensão); o Plano Monádico (6ª dimensão) e o Plano Divino ou do Logos da Estrela (7ª dimensão); utilizando as denominações da Teosofia. Desta maneira os níveis hierárquicos da Sagrada Hierarquia Celestial se multiplicam, indo muito além das nove Ordens de Dionísio (Serafim, Querubim, Tronos, Domínios, Virtudes, Potestades, Principados, Arcanjos e Anjos).

Acima das dimensões ligadas à estrela, que são as sete que citei acima, o universo se abre em inúmeras outras dimensões, das quais nada foi relatado para o homem ainda.

Somente quando da Primeira Iniciação (que terá a presença da Luz Indescritível, do Pássaro, e do Mestre; que dará o Novo Nome e a Benção) e do contato com um Mestre, é que teremos a experiência quanto ao nível vibratório alcançado por um desses Seres.

É importante lembrarmos que todos os seres do universo, que hoje são Mestres ou que estão muito mais além, passaram anteriormente por um estágio de evolução similar ao humano, ou seja, foram homens.

Bibliografia.

Verbetes Grande Fraternidade Branca e Grande Loja Branca, Glossário de Termos e Conceitos da Tradição Rosacruz da AMORC.

- Capítulo II, Amsterdã, As Mansões Secretas da Rosacruz, Raymond Bernard, Editora Renes, Ordem Rosacruz, AMORC.

- Capítulos VII a X, Os Mestres e a Senda, C. w. Leadbeater, Teosofia, Editora Pensamento – Cultrix Ltda.

- Capítulo V, Diagrama 6, Conceito Rosacruz do Cosmos, Max Heindel, Fraternidade Rosacruz.

- Sobre todos os seres passarem por um nível humano, veja a Estância V, item 1, A Doutrina Secreta I, H. P. Blavatsky, Teosofia, Editora Pensamento – Cultrix Ltda.


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Livro - O Sol dos Rosacruzes

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