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Nós Não Estamos Aqui!


Um paradoxo, uma incoerência, mas talvez a verdade.

Deus nos submeteria a um sofrimento real?

Deus nos imporia dores, perdas, desespero, morte, doença, etc.?

O amor de Deus permitiria isso?

Por não entender e aceitar as aparentes injustiças deste plano, que direcionei parte de minhas reflexões a tentar desvendar o mistério do caos, perante o qual Deus não agia de forma expressa.

O conhecimento é o fruto da árvore do conhecimento e não a própria árvore, ensinaram-nos. Desta maneira, a semente precisa germinar em nós, precisamos deixar a árvore do conhecimento crescer em nós e dar frutos, para que então aquele conhecimento seja nosso. Até que o conhecimento seja efetivamente nosso, até que as sementes (sugestões do que pode ser o reino Cósmico e suas leis) sutilmente plantadas em nós, durante um estudo esotérico frutifiquem, nada serão para nós que notícias, vagas e distantes.

Penso ter colhido um fruto da árvore do conhecimento e desejo partilhá-lo convosco. Este fruto é “Nós não estamos aqui”!

Nosso verdadeiro “EU”, aquilo que nós realmente somos, não adentra a este nível vibratório, apenas percebe-o, através do sistema sensorial de que nosso corpo físico (diria veículo receptor e intérprete de baixas freqüências) é dotado.

Não há re-encarnação, há tão somente re-ligação ao corpo físico, através do chamado “cordão de prata”, que liga o corpo psíquico (nossa parte psíquica) ao corpo físico.

Nós não somos o corpo físico, nós simplesmente o utilizamos, para que possamos perceber este nível vibratório, e conseqüentemente, nos manifestamos neste nível principalmente através dele (o místico depois de determinado treinamento pode permitir que seu corpo psíquico, que é um corpo similar ao físico, só que de freqüência mais elevada, também se manifeste neste plano).

Somos e sempre seremos parte integrante da “over-soul” (super-alma), que se constituiria de nossas individualidades psíquicas e da individualidade psíquica divina, ou seja, o próprio Deus.

Assim, estaríamos diante de um mundo holográfico, criado pela mente Divina, para que nele, sem nos machucarmos verdadeiramente (somente em nossa mente), pudéssemos aprender ou relembrar as lições necessárias, para nos alçarmos à condição de co-laboradores do Criador.

Este mundo holográfico tem regras (leis imutáveis editadas pelo Criador), às quais necessitamos devotar consideração. O nível de energia precisa ser mantido no holograma (corpo físico), pois senão sentiremos mentalmente o que chamamos “doença”, que nada mais seria que o desequilíbrio energético do corpo físico, resultado de uma desarmonia, que nos daria uma percepção desagradável do sistema ao qual estamos interligados.

Tudo é energia. A mente Divina, o Verbo, gera energia eternamente. Aludida energia segue um padrão pré-estabelecido, ou seja, anterior à sua geração, que resulta nas leis cósmicas para os planos físico e psíquico. Matéria é simplesmente energia condensada, na mais baixa freqüência vibratória possível. Não existe matéria, a não ser em nossa interpretação das impressões vibratórias que nos chegam através dos instrumentos perceptuais de que o corpo físico é dotado. Eis o mundo de “maya” (ilusão) de Buda, explicado pelo conhecimento científico atual.

Pensamento emana da mente e, portanto é energia. Ainda mais, o pensamento pode gerar energia e direcioná-la para reconstruir não somente o corpo físico, mas interferir no holograma, criando energias mentais que cedo ou tarde, manifestar-se-ão como realidades.

Jesus interferiu no holograma, como nenhum outro Avatar de que temos notícia o fez (ao menos no Ocidente). Trabalhou ao nível da chamada quarta dimensão (por exemplo, nas multiplicações de pães e peixes), direcionou energia para re-equilibrar corpos físicos, etc. Lembro-me de sua exortação à nossa capacidade de criar “Todo aquele que confiar em mim (nas leis que demonstro; no Cósmico personificado, o qual represento), fará as obras que Eu faço, e as fará ainda maiores (João, Cap. 14, vs. 12)”.

Nós temos as mesmas qualidades do todo, embora talvez não tenhamos a mesma magnitude (isto é algo que somente os exercícios da arte de criar mais elevados, irão nos demonstrar), sendo o nosso poder criador restrito, em comparação com o poder criador de Deus, que é infinito.

Aqui não é o verdadeiro mundo divino, o ideal mundo divino. Estamos apenas num palco, encenando uma peça, onde o Diretor é Deus. Para que não interferíssemos na harmonia das vibrações Cósmicas superiores, confinou nossa mente a um conjunto de vibrações inferiores, percebidas pelo corpo físico, e permitiu que aí, neste nível vibratório limitado, pudéssemos brincar de liberdade e desarmonia, colhendo os frutos dos abusos então praticados.

Quais abusos? Tudo e qualquer coisa que leve à desarmonia do holograma, por exemplo: má alimentação (reposição de energia - como nossa mente ainda não sabe gerar energia por si mesma, a mente divina providenciou mecanismos de transformação de energia (reinos mineral e vegetal), para que pudéssemos simplesmente repor a energia necessária ao holograma físico, sem esforço mental), pensamentos negativos, bebidas alcoólicas, drogas, sexo descontrolado, ações visando causar dano ao semelhante, etc. As chamadas “ações más”, das quais já temos por demais notícias.

Um corpo físico é concebido. Criam-se os centros receptores, intérpretes, transformadores e distribuidores de energia (centros psíquicos; glândulas; pulmão; órgãos transformadores de matéria em energia - fígado, intestinos, estômago; órgãos encarregados de distribuição de energia - coração; veias e artérias para o caminhar dessa energia; órgão de locomoção, para o deslocamento no holograma; órgãos de recepção da realidade criada no holograma - os órgão dos sentidos, etc.).

Com a primeira inspiração, um raio Cósmico de energia liga-se ao corpo físico recém-formado; lhe traz consciência, inteligência e vida independente.

Esse raio Cósmico (cordão de prata), penetra provavelmente a pineal (epífise), que rebaixa seu nível vibratório e o direciona para a pituitária (hipófise), que usará essa inteligência e essa energia para a construção e manutenção do corpo físico, enquanto for econômico mantê-lo. Devido a leis que desconheço, mas existem, foi fixado um termo (período) para a ligação (reencarnação) a este plano, da inteligência Cósmica individualizada, qual seja, Eu e Você.

Assim, doze centros psíquicos (centros transformadores da energia mais elevada em de menor freqüência e distribuidores da mesma no corpo físico) do corpo cumprem sua função, quer na manutenção do corpo físico, quer na possibilidade de nos harmonizar com o plano cósmico.

A mente individual esta aprisionada neste mundo holográfico e limitado, porém nada do que ocorre aqui (nada do que nossa consciência percebe aqui), interfere em nossa essência, que permanece inalterada. Não fora isso, e deixaríamos de ser, com a desintegração do corpo físico.

A possibilidade de contato com as demais mentes individuais prova que de alguma maneira estamos interligados.

Tudo é apenas na nossa mente, assim como tudo é apenas na mente de Deus.

Nós não somos o corpo físico. Nós nos manifestamos neste plano através dele.

As emoções também estão na mente.

Nós usamos o corpo físico. Parece que fomos coagidos a isso.

Aprofundarmo-nos neste raciocínio, poderá nos dar os elementos de que precisávamos para trabalhar os aspectos negativos de nosso caráter, tão ligados que estão à personalidade e a finitude deste plano.


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